O Botafogo segue atrás de um novo treinador após demitir Martín Anselmi. Quem será? Na noite desta segunda-feira, o site “GE” trouxe a informação de que o número de nomes na lista larga caiu para três. E qual era a quantidade inicial?
– A gente conversou com muita gente ontem para entender, e olha, difícil entender qual caminho o Botafogo vai seguir, porque o departamento de futebol está fechado, quem decide é o John Textor, a atenção dele não está completamente voltada para esse assunto que é muito importante para o torcedor, e isso acaba atrasando todo o processo. Para vocês terem uma ideia, a lista larga de nomes do Botafogo tinha mais de 20 (nomes), ou seja, praticamente todo mundo. Vinte é muito – afirmou a jornalista Joanna de Assis, no “SporTV News”.
– É difícil para o departamento de futebol trabalhar com tanta gente, sendo que não tem um apontamento. Porque o John Textor é que decide, certo? E ele não aceita muitas interferências no que ele acredita que deve ser o caminho a ser tomado. Então, quando ele assume esse protagonismo de “eu sou o chefe, eu mando, eu decido”, ele delega, mas não delega. Então, “me faz uma lista aí, eu quero bastante nome”. E aí, nesses nomes, “eu quero perfil, eu quero carreira, eu quero valores, eu quero quem aceita, quem não aceita”. Atrasa muito o trabalho, é muita gente para o Departamento de Futebol ir atrás, mas era isso. Era uma lista enorme. Inclusive, ontem eu descobri mais um nome. Martín Palermo estava nessa lista larga. Está ainda? Não sei. Sobraram três. Estou perturbando muito todo mundo para saber – explicou.
A jornalista reforçou que ainda há uma dúvida sobre o perfil a se buscar.
– O Franclim Carvalho é um dos três. É só vocês pensarem a lógica da situação. O Franclim não aceita seguir com o Artur Jorge porque quer ser treinador. Aí o Tondela vai atrás, ele diz. O Tondela contrata outro técnico. O que você pensa? Encaminhou com o Botafogo. A notícia que a gente recebia, a informação era “olha, existe uma conversa mais avançada com o Franclim Carvalho, a tendência é que ele seja treinador”. Se fosse para ser o Franclim mesmo, se tivesse convicção, já teria fechado. Concorda comigo? Não existe a convicção. Quando o John Textor liga para o departamento de futebol, domingo à noite, depois do jogo, e fala “olha, eu estou na dúvida, eu já não sei mais se é uma boa contratar o Franclim ou alguém no perfil do Franclim”, que seria uma aposta mais arriscada, porque é um cara que pode ter uma experiência de Brasil, mas não como treinador principal, ou se traz um cara mais cascudo, mas um cara que obrigatoriamente conheça de futebol brasileiro, conheça mercado brasileiro, calendário brasileiro, viagem, concentração, cultura, tudo. E aí essa lista de 20 reduz bastante. Mas, dentro desses nomes, tem os treinadores que olham e falam, “não me sinto confortável em pegar essa proposta agora”, seja lá por qualquer motivo, ou porque eu não quero, no caso do Tite está mirando outros mercados, ou porque não me sinto seguro em assumir o Botafogo com essa insegurança. Isso atrapalha o processo. Então, resumo da ópera. Queriam que essa lista, vamos reduzir pra três, mas quando você fala que era uma lista com mais de 20, olha o tamanho do pepino, do abacaxi pro departamento de futebol – encerrou.