João Paulo Magalhães Lins, presidente do Botafogo associativo, nem tampouco o clube social em si têm se manifestado publicamente sobre a briga com John Textor envolvendo a SAF. O repórter Thiago Veras trouxe o motivo do silêncio dos dirigentes do social em relação ao tema, em live nesta quinta-feira (2/4) no canal “Arena Alvinegra”, apontando a falta de apoio da torcida e a falta de interesse em gerir a empresa responsável pelo futebol do clube.
– O Botafogo Associativo até agora não se manifestou porque não é o interesse dele retomar o Botafogo, e há duas questões. Não sou advogado de ninguém, tá? O associativo não pretende assumir o Botafogo, como o Pedrinho teve que agir, são condições diferentes em relação ao Vasco. Uma: se retomar, de onde vem o dinheiro para a gestão? Não tem. Eles não vão fabricar também. Segundo: o apoio da torcida – explicou Veras, continuando:
– Mas o clube tem a obrigação de estar atento na gestão, de fiscalizar, porque é dono de 10% e só tem SAF porque tem Botafogo de Futebol e Regatas e tem um presidente eleito que tem que fazer esse papel. Existe um trabalho no bastidor. O que eu sei é que o João Paulo está muito bem amparado de um corpo jurídico e ele não está se manifestando porque não tem nada de concreto, não vai publicamente convocar alguma coisa para bater de frente. Enquanto não tiver nada concreto, a tendência é essa.
Seis interessados na SAF Botafogo
Veras também revelou que o clube social trabalha com pelo menos seis interessados na SAF do Botafogo, sendo quatro grupos estrangeiros e dois brasileiros. Quatro interessados teriam demonstrado interesse para entrar, reestruturar a SAF e depois revendê-la e dois em tocar de fato o futebol alvinegro, como acontece no momento com Textor.
– A informação que eu tenho é que estão surgindo possibilidades de investidores para a SAF do Botafogo. O associativo tem alguns nomes de fora e do Brasil também. São quatro nomes de fora, por exemplo, que demonstraram interesse em poder fazer parte, em gerir a SAF. São quatro de fora e dois do Brasil. Quatro seriam gestões interessadas em reestruturar o clube, em investir e exercer depois uma revenda – iniciou.
– Há empresas que estão se mostrando interessadas em colocar o dinheiro, fazer o aporte, reestruturar o Botafogo de momento e depois não continuar na gestão, não ser da direção do futebol. E há duas empresas que estão acenando com a possibilidade de fazer a gestão em si, como hoje é o Textor – continuou o jornalista.
O Botafogo social também mantém conversas com a Eagle/Ares, que vem disputando o controle da holding com John Textor na Europa, explicou o jornalista.
– Em paralelo, existe já, há muito tempo, conversas com a Eagle e a Ares, porque se a Ares é o fundo que emprestou dinheiro para o Textor para comprar o Lyon, e ele deu como garantia as ações que tinha na Eagle, ele não pagou e hoje ela é credora e está executando o comando, como é que você vai botar alguém hoje? Qual o percentual de quem vai entrar? Quem vai entrar? Vai gerir ou vai continuar sendo a gestão atual? E se você vai ter poder de gestão, se há uma outra credora que hoje busca executar o comando interno?
– Ares e Eagle não querem a gestão, já demonstraram isso desde o ano passado. Há uma conversa do associativo com essas duas partes para tentar um acerto de contas. Se você consegue um acerto de contas geral, equacionando o que você tem a receber com essas duas empresas, a Ares e a Eagle, e aí você tem como ter esse investidor chegando, automaticamente você transforma numa nova SAF – finalizou Veras.