Leandro Ávila recorda passagem pelo Botafogo: ‘Um dos melhores momentos da minha vida’

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Por FogãoNET

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Leandro Ávila, ex-jogador do Botafogo
Reprodução/Samba Que é Gol

Volante tido como uma das referências na década de 1990, Leandro Ávila passou pelos quatro grandes clubes do Rio de Janeiro: Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco. Apesar de ser gaúcho, ele fez carreira no futebol carioca e se destacou.

Em entrevista ao canal “Samba Que é Gol”, do cantor botafoguense Leo Russo, o ex-volante lembrou como chegou ao Rio de Janeiro

– Foi uma coisa que eu não programei, que aconteceu de repente. Perguntam se sempre tive vontade, até tive, mas aconteceu. Hoje tenho carinho das quatro grandes torcidas, um pouco menos do Fluminense. Desde que cheguei, convidado pelos quatro grandes para fazer testes junto com alguns amigos, o pessoal me escolheu, pensei onde ia fazer o teste, os quatro chamando, era um prazer enorme. O primeiro clube que fui foi o Botafogo, por incrível que pareça, lá em Marechal Hermes, a concentração era bem ruim. Falei vou esperar, Botafogo por enquanto não vou. O Flamengo tinha um time já armado de juvenil, com Marcelinho Carioca, Paulo Nunes, Djalminha, Júnior Baiano, Nélio, jogadores de nível de Seleção, também ia esperar. Ficou entre Vasco e Fluminense, fui conhecer as instalações, as do Vasco também não eram lá essas coisas, embaixo da arquibancada. Acabei fazendo lá e dei início à carreira – contou.

– Hoje torço sinceramente, do fundo meu coração, para Botafogo, Flamengo e Vasco. Tive identificação maior com o Flamengo, por ter ficado mais tempo, mas no Botafogo por exemplo passei um dos melhores momentos da minha vida. Não foi por um longo tempo, mas foi muito intenso. Foi só um Brasileiro de 95, mas pude me dedicar e aprender muito. Foi um momento muito feliz. No Vasco foi meu início, um tricampeonato carioca que abriu as portas para mim no mercado – prosseguiu.

Leandro Ávila recordou também como foi a chegada ao Botafogo e o título brasileiro de 1995.

– Naquela época não tinha Lei Pelé. Acabava o contrato e o jogador continuava sendo do clube. Se não entrasse em acordo, ficava lá largado. Foi o que aconteceu comigo. Tive uma discussão com Eurico (Miranda), não entramos em acordo, o (Carlos Augusto) Montenegro estava acompanhando de longe. O Eurico viajou, ele fez contato com o (Antônio Soares) Calçada, que aceitou me emprestar para o Botafogo. Fui sem pretensão nenhuma, não esperávamos ser campeões. Tinha tudo para dar errado. Os salários estavam atrasados há três meses, não fizemos pré-temporada com todos os integrantes, eu cheguei no comecinho, Donizete e Gonçalves depois, tinham algumas coisas para dar errado. Acabou que o Paulo Autuori me conhecia, foi uma grata surpresa positivamente, e as coisas foram se encaixando com o andar da carruagem no Campeonato Brasileiro. Lá pela oitava, décima rodada vimos que tínhamos chances de chegar. O grupo embalou, acreditou no trabalho, o time era muito unido, apesar de pequena rixa do Gottardo com Túlio, mas eram muito profissionais, em campo davam a vida e nos ajudavam muito – completou.

Fonte: Redação FogãoNET e Samba Que é Gol

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