A altitude de mais de 3 mil metros do Peru teve influência na derrota do Botafogo por 6 a 1 para o Cienciano, nesta quinta-feira (13/8), no jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana. Mas não foi o fator determinante. É o que acredita o comentarista André Loffredo, do “SporTV News“.
– Não, porque os outros times vão ali nessa altitude, né? O Botafogo reclamou muito desse segundo gol do Cienciano como se tivesse pegado na mão ali e não pegou na mão também. Depois o VAR também analisou isso, e não pegou na mão. Nem tinha impedimento na primeira jogada e nem pegou na mão. Veja só, você está tomando esse baile aí com 30 minutos, 3 a 0 para o Cienciano. Não pode ser colocado só na conta da altitude porque outros times foram lá. Outros times tomaram pancada também. O Lanús tomou de 4, se eu não me engano, ali no Cienciano. E o Atlético-MG, por exemplo, foi lá e perdeu de 1 a 0. Ah, então tem altitude? Tem, mas dá pra você sair com um placar normal. Altitude não ganha o jogo sozinha – ressaltou o comentarista, que não crê na virada no jogo da volta.
– Sabe como é que o torcedor é, e a gente às vezes também incentiva isso, vai para esse jogo esperando que o time consiga pelo menos fazer uma boa partida. Mas ele sempre vai. Lembra daquela vez que o time tal quase fez? Nunca tem uma vez que fez. É sempre aquela vez que quase fez, quase tirou a diferença, quase conseguiu. Só que os exemplos normalmente são de quase. É difícil você pegar o exemplo de um time que conseguiu virar nesse nível de futebol, né? Começa o jogo tendo que fazer cinco gols e consegue. Uma coisa é acontecer o que aconteceu ontem. Um time fez cinco gols de diferença no outro? Ah, se um fez no outro, dá pra fazer também. Só que a chance é muito pequena porque o Botafogo começa pensando nisso – explicou.
André Loffredo entende a torcida do Botafogo e crê em público baixo na volta.
– Não sei se vai ter muita gente para ver esse jogo, sinceramente. E aí eu vou ter o maior entendimento, se o torcedor não aparecer também. Porque o torcedor do Botafogo, apesar do Brasileiro e da Libertadores, também é um torcedor muito sofrido. Conseguiu ganhar títulos importantes nesse período, período recente, mas é um torcedor sofrido e também passou por uma situação bastante semelhante à que a gente falou de Santos e Vasco. É muita maldade o que se faz com o torcedor do Santos, do Vasco e do Botafogo. E o clube também, numa situação institucional bem semelhante – completou.