Chris Ramos foi o grande nome da vitória do Botafogo por 3 a 1 sobre o Juventude, neste domingo, no Alfredo Jaconi, pelo Campeonato Brasileiro. O comentarista André Loffredo elogiou não apenas o centroavante como também o departamento de scout alvinegro.
– O Botafogo começa a se acertar na partida, vêm boas substituições. Uma delas, vamos falar, inesperada. Inesperada, porque tirando quem indicou esse jogador para o Botafogo, quem trabalhou no scout e eu acho que isso aí é mais fora do padrão, tá? Você achar um jogador de segunda divisão espanhola, trazer aqui para o Brasil e dar certo é bem difícil. Enquanto estava 1 a 1, o Juventude teve chance de ir à frente no placar. E aí veio o Chris Ramos. Alguém conhecia esse jogador? Ninguém tinha a menor ideia. Sai da segunda divisão espanhola e em sua primeira partida, que não chega nem a ser uma partida completa, porque ele entra no segundo tempo, ele faz dois gols. Ele tem porte de centroavante e você olha para ele, como ninguém nunca viu jogar, você vai tirando pelo porte, você olha e fala assim, esse jogador é aquele jogador que você vai ter que colocar a bola aérea ali para ele o tempo inteiro. Só que não, né? É um jogador que mostrou bastante qualidade na hora de desenvolver o jogo fora da área também. O primeiro gol é um chute de fora da área no cantinho e o segundo gol ele acompanha bem a jogada desde o meio campo. Repare que ele estava lá no setor defensivo – afirmou Loffredo, no “SporTV News”.
O comentarista fez uma ressalva e pediu calma com Chris Ramos, que para ele não é o substituto de Igor Jesus, vendido para o Nottingham Forest.
– O substituto do Igor Jesus é o Arthur Cabral. Eu não sei, eu nunca vi esse jogador (Chris Ramos) jogar só. Não dá para a gente dizer só pelas características. Não dá para a gente dizer que só porque ele fez um jogo ou entrou e fez dois gols. Não, não, não. O Arthur Cabral é mais Igor Jesus do que ele. Ele é um jogador de 1,90m e pouco. Ele não é um jogador de velocidade, não é um jogador de movimentação. Ou pelo menos não parece, a não ser que a gente se surpreenda e conheça um jogador de mais de um 1,90m com movimentação. A gente viu 25 minutos de um jogador, ele marcou dois gols, é ótimo, mas a gente viu 25 minutos de um jogador. A gente não pode decretar um jogador, é mais fácil decretar que é ruim do que decretar que é bom em 25 minutos. Às vezes, você olha e fala assim, não, não, não. Em 25 minutos, o jogador consegue fazer isso, você olha e fala assim, opa, parece que tem alguma coisa aí. Mas não dá para ter certeza. A gente tem que esperar um pouquinho mais. Mas é um bom indicativo – apontou Loffredo.
– Porque veja só, o Corinthians trouxe Héctor Hernández lá da segunda divisão de Portugal, da Espanha, jogador que não tinha jogado ligas principais. Não tinha a melhor condição. Era óbvio que não tinha a melhor condição. Já está afastado do grupo num time que não tem atacante. Ou seja, o time não tem atacante e mesmo assim ele não serve. Então, vamos observar um pouquinho mais. Acho que o cartão de visitas é excelente. E, assim, já me parece um grande acerto do scout. Porque é difícil o jogador entrar numa partida, fazer dois gols, em qualquer nível. Então, parece que vai ser. Agora vamos esperar um pouquinho mais – completou.