O Botafogo conquistou diante do Ypiranga-RS a sexta vitória seguida e manteve uma sequência de 11 partidas sem derrota – a maior entre os clubes da Série A no momento. Apesar disso, o técnico Luís Castro tratou de deixar esses números para trás, em meio a uma sequência dura de jogos por Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Copa Sul-Americana.
– Eu não me deixo enganar pelo futebol. O que ficou para trás, o que fizemos, não interessa nada para aquilo que é o nosso presente. Depois, aquilo que provoca a série de vitórias, é que temos mais confiança para vencer de novo. Nos deu muito trabalho chegar até aqui. Esse momento de confiança se traduz em apoio à equipe e isso é fundamental para a equipe conseguir resultados. Não podemos esquecer a forma como a torcida nos apoiou contra o São Paulo, não ouvimos uma vaia mesmo nos momentos de dificuldade – recordou Castro, falando sobre o apoio da torcida:
– Eu sei que não vai acontecer isso nunca no futebol aqui no Brasil, que é haver uma união perfeita desde que começa o brasileirão até terminar o Brasileirão. Porque é uma questão cultural, o resultado tem um impacto muito forte e vive-se muito o resultado. Mas de uma coisa tenha certeza: quanto mais unidas as torcidas estão com a equipe e quanto mais apoiarem, mais fácil é sair de situações difíceis. Eu acho que isso não acontece só no futebol, acontece com todos.
Na entrevista coletiva após a vitória desta quinta-feira no Estádio Nilton Santos, Castro também foi perguntado sobre o clássico contra o Flamengo, domingo, no Maracanã. O português não quis entrar em detalhes e deixou o assunto favoritismo de lado.
– Sinceramente, nunca percebi muito bem o que importa o favoritismo no futebol. Porque o futebol nos deu tantas lições ao longo das nossas vidas que não interessa quem é e quem não é favorito. Eu compreendo que exista 60% a 40%, 70% a 30%, 90% a 10%, 50% a 50% e isso dá para mais algumas horas de conversa, mas não se chega a lugar nenhum. Mas o que mais interessa é o jogo em si, aquilo que é vivido. Clássico é clássico. Está tudo dito. É clássico, o que se espera de um clássico? Se há algo vibrante, emocionante e vamos lá, vamos jogar – disse.