Rei da América em 2024 pelo Botafogo, Luiz Henrique recebeu a jornalista Yara Fantoni para uma conversa descontraída e, claro, falou sobre sua identificação com o Glorioso. Ao resenhar sobre seu modo de vestir e as dicas de moda que recebe da esposa, o Pantera Negra falou sobre a preferência pelo preto e branco e disse que sente saudades do Fogão.
– Eu nunca erro no estilo. Eu sou bem básico, preto e branco, tranquilo. [Se identifica?] Muito, muito. Fogão, né? Dá saudade, dá saudade, sim. Porque foi um ano maravilhoso que eu tive lá no Botafogo, não tem como não dar saudade. Foi uma história que eu deixei no Botafogo, não só eu, junto com todos os meus companheiros. Sempre bate uma saudade – confidenciou LH.
Luiz Henrique também ressaltou a importância de sua temporada histórica no Botafogo para chegar à Seleção Brasileira e, hoje, virar protagonista da equipe de Carlo Ancelotti, sendo apontado pelos torcedores como uma das esperanças do país para a Copa do Mundo que bate à porte.
– Claro, claro. O Botafogo, como eu falei, tenho uma história junto com a instituição. O Botafogo claro que me ajudou a chegar na Seleção Brasileira. Devo todo o meu amor por eles, o meu carinho, me ajudaram a chegar na Seleção Brasileira quando eu vim aqui para o Rio de Janeiro, para o Botafogo – disse o atacante, que citou seu ex-companheiro de Alvinegro, Igor Jesus, como melhor amigo:
– Meu melhor amigo no futebol, não tem como não falar dele, é o Igor Jesus. É um cara que eu me identifiquei muito no Botafogo, a gente foi muito parceiro ali dentro e fora de campo. É um moleque que sempre traz diversão para a gente do grupo, foi um cara que eu me identifiquei muito no Botafogo.
O atacante também recordou passagens marcantes da temporada mágica de 2024, elegeu Artur Jorge como o melhor técnico com quem trabalhou e montou a seleção dos melhores com quem atuou: John; Mantuan, Nino, Marquinhos e Alex Telles; Marlon Freitas, Bruno Guimarães e Savarino; Luiz Henrique, Igor Jesus e Vinicius Jr.
Confira outras declarações de Luiz Henrique:
DESAFIO NO BOTAFOGO
“Foi a maior contratação… Vou te falar que foi um peso muito grande, sabe? No começo não estava dando muito certo, mal eu cheguei no Botafogo e me lesionai na panturrilha, mas quando eu fiquei bem, graças a Deus, foi dando tudo certo, foi encaminhando tudo para o lado como eu queria, como eu planejei a minha carreira aqui no Botafogo. Eu cheguei e falei que queria deixar o Botafogo no topo e, graças a Deus, no final consegui conquistar a Libertadores e o Brasileiro. Foi um ano, assim, excelente para a instituição também, para o torcedor que precisava muito ganhar um título, depois de tanto tempo voltou a conquistar o Brasileiro, nunca tinha ganhado a Libertadores. Isso foi muito importante e eu criei uma história muito grande ali com a torcida e com todos os funcionários que trabalham no Botafogo.”
EXPULSÃO DE GREGORE NA FINAL DA LIBERTADORES
“Eu estava tranquilo ali, porque o Marlon, nosso capitão, falou que a gente ia ganhar a Libertadores, a gente ia lutar pelo Gregore, que é um cara também que ajuda bastante a gente dentro de campo. A gente se blindou ali, ele falou que já estava escrito, o Botafogo sempre é difícil, sempre foi muito difícil, mas que já estava escrito nas estrelas. Não tinha como ser daquela forma.”
VITÓRIA SOBRE O PALMEIRAS NO ALLIANZ
“[O título brasileiro] Foi ali no Allianz Parque, é um campo muito difícil, a torcida deles estava apoiando todo o tempo, estava pressão, mas nossa equipe estava muito concentrada dentro do jogo, a gente já sabia que ia ser um jogo difícil, mas que a gente tinha que mostrar as nossas qualidades, a nossa força e, graças a Deus, deu tudo certo.”
ARTUR JORGE, O MELHOR TÉCNICO
“Arthur Jorge é um paizão, tá louco! Ajudou bastante na época. Foi um cara que levou o nosso time para o alto nível, sabe? Um time que ficou marcado na história do Botafogo, que era muito unido. Ele sempre estava em todos os momentos difíceis com a gente. Nunca deixou de querer mostrar o seu trabalho para gente, sempre conversava com a gente no dia a dia, nos ajudou bastante a conquistar o Brasileiro e a Libertadores.”
MELHOR JOGO DA CARREIRA?
“Sempre vou escolher a final da Libertadores. Um gol, sofri um pênalti, não tem outro cenário melhor do que esse.”
GOL MAIS BONITO?
“Sempre também vou falar o da final da Libertadores [risos]. Eu chutei, na hora que vi a bola passando por baixo da perna do Everson foi uma alegria imensa, eu não sabia para onde correr, se corria para a torcida, para os meus companheiros… Foi uma alegria imensa”.