Jogador identificado com o Botafogo, Maicosuel teve passagens marcantes entre 2009 e 2012. Em entrevista ao “Charla Podcast”, o ex-meia declarou seu amor pelo clube e contou histórias da carreira.
Uma delas é que rejeitou jogar no Flamengo. Foi na época em que estava no Atlético-MG, mas a identificação com o Botafogo também pesou.
– Eu tive (proposta). Foi meio em off, né? O meu empresário chegou lá em BH e falou, “ó, o Flamengo vai te comprar, vai pagar a sua multa”. Eu falei que não. Falei “não vou”. “Estou bem aqui no Atlético. Estou bem aqui no Atlético, eu quero ficar aqui. Gosto da cidade, gosto do clube”. Aí ele falou assim, “mas aí você não vai jogar”. Eu falei, “eu vou ficar aqui e vou provar pra você que eu vou jogar”. Aí foi o melhor ano meu lá. Depois eu saí, fui pra Dubai, fui pro Sharjah, né? Foi bom, eu gosto desses desafios – iniciou Maicosuel, antes de falar da identificação.
– Tudo que pesou. Pô, hoje em dia, quem não quer jogar no Flamengo, né, cara? É uma camisa pesadíssima, a torcida é forte, pesada também. Mas o meu amor é todo o Botafogo. É de verdade. Eu amo aquele clube. Sabe por quê? Porque tudo que os caras proporcionaram para mim, eu não ia ter em lugar nenhum. Os caras me rotularam como ídolo, porque eu não me sinto ídolo. Eu acho que é uma palavra muito forte. Eu acho que eu não joguei tudo isso para ser ídolo. E não é diminuindo o meu trabalho. Pô, eu sou muito grato, agradecido. Pô, acho muito massa os caras reconhecerem o que eu fiz. Mas a minha concepção, ídolo, é muito além disso, sabe? Então, eu amo esse clube porque eles fizeram isso para mim. Eles me colocaram num nível alto. Para mim, é muita gratidão, cara, pelo torcedor, pelo clube em si – destacou.
Maicosuel até hoje ainda é reconhecido pela torcida do Botafogo.
– Sempre me param e sempre me falam coisas boas. Sabe por quê? É bom você saber que o seu trabalho foi bom. Que você é reconhecido por isso. Pô, tem cara que me liga e fala assim, “ó, o nome do meu filho é Maicosuel”. Cara, é uma sensação foda, desculpe a palavra. Eu me sinto muito bem, tá ligado? Mas em contrapartida, será que eu joguei tudo isso mesmo para ser um ídolo? Será? Será? Mas não me diminuindo, sabe? Porque ídolo, pô, a gente olha para trás, os ídolos do Botafogo, loucura. Pô, os caras ganharam Libertadores, Brasileiro, tudo. Eu não ganhei, mano – disse o Mago.
– Me tornei (botafoguense), por tudo que eles me proporcionaram lá. É difícil, assim, até de comentar, porque, mano, às vezes eu ia no mercado e não podia ir. De dia, era loucura. Mesmo estando no Rio. E eu achava isso muito maneiro, criança. Era muito surreal – completou.