Maior posse de bola da Série B, pressão e irregularidade: como chega o Vitória para enfrentar o Botafogo

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Por FogãoNET

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Maior posse de bola da Série B, pressão e irregularidade: como chega o Vitória para enfrentar o Botafogo
Raul Pereira/EC Vitória

O sétimo de 38 capítulos. O Botafogo encara o Vitória nesta quarta-feira, às 21h30, no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, pela 8ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro – vale ressaltar que o Alvinegro possui um jogo a menos em relação a grande parte das equipes na competição.

Diante do Leão, a equipe comandada por Marcelo Chamusca vai bater de frente com um time que gosta de ter a bola. Não à toa, o Vitória tem a maior média de posse da Série B – 55,3% por jogo – e é o segundo time que mais acerta passes nas competição – 383 por partida. Os números foram retirados do portal “SofaScore”.

Apesar disto, o Vitória não, nessas primeiras rodadas de Série B, não descobriu como transformar a posse em efetividade. Com cinco gols marcados, o Leão tem um dos piores ataques do torneio e é marcado pela irregularidade de rodada para rodada, como explica Marcello Góis, setorista da equipe na “Rádio Metrópole FM”.

– O começo do Vitória é muito inconstante. A equipe começou empatando, depois perdeu para o Náutico dentro de casa, empatou com o Remo, ganhou do Brusque quando estava no G4 e agora vem de duas derrotas seguidas… O reflexo disso é que a equipe está na zona de rebaixamento. É começo de campeonato, mas os últimos anos do Vitória na Série B, por conta da crise financeira, foram para não lutar pra cair. A torcida vê o time no Z4 e já fica com raiva, isso vai ser uma constante durante o ano. A pressão, que já é grande na diretoria, vai ficar maior ainda – afirmou, ao LANCE!.

Após sete jogos disputados, o Vitória tem 6 pontos, representados por uma vitória, três empates e três derrotas. São cinco gols marcados e seis sofridos na Série B do Brasileiro.

As últimas duas temporadas do Vitória na Série B são de trazer pesadelos. Após ser rebaixado do Brasileirão em 2018, o Leão lutou para não cair em 2019 e 2020. Desta forma, o clube já começou o atual campeonato sob pressão interna e externa, principalmente, por conta da torcida.

– As últimas campanhas do Vitória falam por si só. Tudo agravado por uma crise financeira terrível. O torcedor, inclusive, não tem paciência para a atual gestão, do presidente Paulo Carneiro. Ele projetou o Vitória no futebol nacional, fez contratações de impacto nos anos 90, mas hoje não é esse mesmo cara. Isso impacta nos resultados do campo. O Vitória busca voltar para a Série A pra respirar um pouco melhor, a crise é muito grande – colocou.

Marcello, contudo, enxerga que o atual time do Vitória é melhor que os das últimas duas temporadas. Mesmo assim, admite: com o que possui hoje, não vê o Leão brigando para voltar à elite do futebol brasileiro. Tudo pode mudar, contudo, com a possível chegada de reforços.

– Hoje, eu não vejo o Vitória na primeira divisão. Tudo vai depender das próximas sete ou oito rodadas. Tem que contratar mais alguns jogadores experientes para mesclar com os bons atletas jovens que o elenco tem. Esse time é melhor que os dos dois últimos anos? Comprovadamente, mas precisa ser melhor mesclado. Se amargar mais uma Série B, a crise vai chegar em um ponto lastimável – completou.

Dentro de campo

Se fora de campo o Vitória vive uma panela de pressão, os comandados de Ramon Menezes tentam representar dentro das quatro linhas para melhorar a situação. O Leão tem dois estilos de jogo: um para os jogos no Barradão e outro quando a equipe atua longe dos seus domínios, como será o caso.

– Fora de casa, o time adere ao 3-5-2, variando para o 3-4-3. Desde que Ramon chegou, implantou a plataforma de três zagueiros fora, e 4-4-2, variando pro 4-3-3 no Barradão. O time é mais voltado para o lado ofensivo. O técnico exige que jogue em direção ao gol, valorizando a posse de bola e, especialmente, saindo nos contra-ataques rápidos – analisou Marcello.

Apesar de carregar consigo uma eliminação sobre o Internacional na Copa do Brasil, o Vitória ainda é marcado por altos e baixos dentro do próprio time. A equipe, claro, conta com destaques individuais dentro de campo, mas o coletivo ainda não foi potencializado.

– Na defesa tem um bom goleiro, o Lucas Arcanjo. Na lateral-esquerda, Pedrinho, a maior revelação dos últimos anos do Vitória depois do Lucas Ribeiro, que hoje está no Internacional, tem muita qualidade. É a grande joia do clube hoje. No meio-campo a grata surpresa é o uruguaio Pablo Siles, dá uma dinâmica muito boa na transição. No ataque, o ídolo Dinei, que a torcida ama. São poucos pontos positivos até então. A equipe até tem uma variação tática interessante, tem a tentativa de chutar ao gol… Mas o time é muito inconstante e irregular – finalizou o jornalista.

Fonte: Terra

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