‘Melhor recado possível para quem espera uma mudança radical’, diz comentarista sobre fala de Textor no Botafogo

30 comentários

Por FogãoNET

Compartilhe

‘Melhor recado possível para quem espera uma mudança radical’, diz comentarista sobre fala de Textor no Botafogo
Vitor Silva/Botafogo

O investidor americano John Textor desembarcou no Brasil e assinou a oferta vinculante para comprar 90% da SAF do Botafogo. Além da expectativa de investimento de R$ 400 milhões nos próximos três anos, o novo dono do clube propõe também mudanças estruturais no futebol alvinegro. No Sportscenter, da ESPN, comentaristas debateram a entrevista de Textor ao “GE”, em que destacou a necessidade de investir em scouting e análise de dados.

– O scouting nada mais é que o olheiro da tecnologia. Hoje você consegue assistir ao Campeonato Paraguaio, Colombiano, Argentino e mapear os jogadores. Isso é importante porque o futebol brasileiro contrata muito mal, gasta muito e pouco produz. Quantas vezes vemos equipes colombianas, uruguaias e argentinas, em especial, jogando a Libertadores com menos recursos e ganhando de times brasileiros com atletas que a gente pergunta “quem são esses caras?”. O Independiente Del Valle, por exemplo. As contratações são feitas por scouting, buscando atletas sem tanto peso no mercado, mas que tenham potencial de evolução. Esse é o grande segredo, talvez o melhor recado possível para quem espera uma mudança radical de filosofia no futebol brasileiro – afirmou Felippe Facincani.

O programa também comparou as situações de Textor no Botafogo e Ronaldo no Cruzeiro, pioneiros na nova fase de sociedades anônimas no Brasil. O ex-centroavante comprou 90% do time mineiro pelos mesmos R$ 400 milhões, mas já comparou situação do clube a de um “paciente na UTI”.

– O Botafogo vem se preparando há mais tempo para esse processo que o Cruzeiro. Outra diferença é o John Textor assumir essa empresa com um clube de Série A, enquanto o Ronaldo assumiu um Cruzeiro que quase virou um clube de Série C. Nesse sentido, a impressão é que o Textor chega em um piso um pouco mais firme. Para esses clubes, o Botafogo em especial agora, essa não é uma alternativa, mas a única alternativa para o clube ter a chance de voltar a ser o Botafogo, aquilo que o torcedor alvinegro espera. Que isso seja feito de maneira calma, competente, sem acelerar os passos, com uma visão mais empresarial e administrativa. O Brasil ainda trabalha muito na base do empirismo no futebol e isso precisa acabar. O uso de dados é fundamental, especialmente para quem tem pouco recurso, como vai continuar sendo o caso do Botafogo nesse primeiro momento de SAF. A visão que o John Textor traz para o Botafogo é mais importante que o dinheiro a ser investido – concluiu Gustavo Zupak.

Fonte: Redação FogãoNET e ESPN Brasil

Notícias relacionadas