Montenegro crê em rápido acordo entre SAF e Botafogo associativo, diz ter ‘papel pacificador’, mas acusa Textor de ‘pegar dinheiro de agiota’

Carlos Augusto Montenegro, ex-presidente do Botafogo
Reprodução/Cheguei Podcast

Carlos Augusto Montenegro voltou a falar em nome do Botafogo associativo, mesmo sem cargo diretor. O ex-presidente alvinegro concedeu longa entrevista ao “GE” nesta sexta-feira (28/11) e afirmou que acredita num rápido acordo entre SAF e o clube social, ajudando como intermediador.

– A única coisa que eu fiz, e fiz isso ontem, foi ligar para o João Paulo e para o Thairo e botar os dois juntos para conversar. E eles vão chegar a um acordo na Justiça, em cima dessa decisão que o juiz teve, e vão chegar a um acordo o mais rápido possível. Talvez até o início da semana que vem ou hoje – afirmou Montenegro, descartando querer briga com a SAF.

– O meu papel tem sido de pacificar. E esse episódio agora eu tenho certeza de que vou conseguir, mas podem ter outros episódios. Até esses caras se resolverem lá fora… O pessoal está perguntando quando isso vai terminar. Não sei. Depende da Justiça lá fora ou depende se um dia os sócios e a Ares, que é a maior credora, chegarão a algum acordo. Não depende da gente. O clube social é muito pequenininho nessa cadeia. A única coisa que ele pode fazer é o seguinte: “cara, deixa aqui o feijão com arroz para eu poder me alimentar”. A gente não pode fazer mais nada – completou.

Na mesma entrevista, no entanto, Montenegro fez uma grave acusação: de que John Textor teria pegado dinheiro de agiotas. O empresário norte-americano negou que tenha feito isso, segundo o “GE”.

– A gente não sabe, não vê números, ele não mostra, não quer mostrar. Uma auditoria foi feita e a gente não sabe de nada, o clube social não sabe de nada. Então, a gente ouve histórias bárbaras. De que está pegando dinheiro de agiota, pagando juros de 10% ao mês, cara. Para pagar folha. Isso está confirmado, aconteceu – disse Montenegro.

– O Textor é uma pessoa fora de série em relação ao Botafogo. Ele se apaixonou. Mas ele está muito raivoso com a situação dele de ter perdido a aposta (no Lyon). Quem não acredita nele ou em algum milagre, ele fica com raiva. Ele não precisa ficar com raiva de ninguém. Ele é ídolo. Os botafoguenses, a começar por mim, admiram ele. Eu ia propor que ele fosse presidente eterno, de honra da SAF a vida toda. Ele tem que ter uma estátua. Esse cara fez tudo. O Botafogo faturava 130 milhões e hoje, fatura R$ 1,5 bilhões, mas não é possível você faturar isso e estar com tudo atrasado – afirmou o ex-dirigente.

Fonte: Redação FogãoNET e GE

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