‘Não havia luz no fim do túnel e agora se vê uma luz muito grande’, diz comentarista sobre a SAF no Botafogo

37 comentários

Por FogãoNET

Compartilhe

‘Não havia luz no fim do túnel e agora se vê uma luz muito grande’, diz comentarista sobre a SAF no Botafogo
Vitor Silva/Botafogo

O Botafogo deu mais um passo importante para sacramentar a relação com John Textor. O Conselho Deliberativo do clube aprovou a venda de 90% da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) para o investidor americano, ratificada em votação de sócios em Assembleia Geral. O programa Futebol 360, da ESPN, comentou a festa da torcida e as expectativas para o futuro do Glorioso.

A empolgação é totalmente compreensível. Não havia luz no fim do túnel e agora se vê uma luz muito grande, alguém que, em primeiro momento, promete algo que nem se prometia nem se cumpria. Talvez agora com promessas algumas coisas sejam cumpridas. Foi a paixão do torcedor que manteve o Botafogo até hoje, mesmo com péssimas gestões que colocaram o clube em uma situação muito difícil. Foi um grito de alívio, uma perspectiva de olhar do meio para cima nos campeonatos e não ficar olhando para baixo. A gente pode pontuar muitas situações positivas e negativas da SAF, mas o Botafogo, até o momento, em relação a todos os movimentos feitos pelo John Textor se mostrou muito transparente. Esse é um ponto muito positivo – afirmou o comentarista Raphael Prates.

O apresentador William Tavares comparou a celebração da torcida a de um título, a volta de um “orgulho que estava ferido”. Depois de enumerar situações em que clubes brasileiros conseguiram se reorganizar financeiramente dentro do modelo associativo, Tavares questionou se havia outra saída para o caso do Alvinegro.

– O grande problema de muitos clubes brasileiros é estar fechado numa bolha, com dirigentes que vêm de uma casta. O torcedor de arquibancada não se sente representado. Haveria possibilidade de reestruturar o Botafogo como associação se os torcedores pudessem participar mais. Diante dessa perspectiva de SAF, o Botafogo foi muito hábil em construir um projeto transparente, comunicando aos torcedores. Então, pode dar muito certo, principalmente porque foi um processo em que o torcedor teve acesso a informações, porque tem o compromisso do investidor de investir dentro de prazos estabelecidos. É um começo promissor, mas é preciso ter em vista que existe também o cenário de não dar certo. É preciso contar com isso até para que o torcedor não se frustre e saiba que existem alternativas. Se não der certo com esse modelo, o clube pode pensar em outro que seja também dentro de SAF para dar sustentabilidade e viabilidade. A gente sabe que por torcida, por tamanho e tradição o Botafogo tem muito potencial – disse Breiller Pires.

Sobre o que esperar do Botafogo dentro de campo, o analista foi ponderado e defendeu que é preciso ter os pés no chão.

– O Botafogo ainda tem uma dívida muito alta e precisa equacioná-la. Nesse momento, tem que controlar o endividamento e, aos poucos, fazer investimentos no time, com a previsão de manter uma folha salarial competitiva. Para esse primeiro ano de transição para o modelo de SAF, a meta do Botafogo tem que ser continuar na primeira divisão – completou Breiller.

Fonte: Redação FogãoNET e ESPN

Notícias relacionadas