Almada e Luiz Henrique já saíram, Tiquinho Soares foi para o Santos, Tchê Tchê para o Vasco e Júnior Santos pode ser negociado com o Atlético-MG. Jogadores identificados com a torcida estão deixando o Botafogo, mas o jornal “O Globo” explicou como funciona a filosofia do clube no mercado da bola.
A palavra para definir bem é “desapego”. Nos três começos de temporada sob a batuta da SAF, o Botafogo viveu mudanças pesadas no elenco. De acordo com a reportagem, a intenção para 2025 é “mudar novamente de perfil, através da montagem de uma equipe que seja cada vez mais jovem, mais veloz e mais técnica”.
“Até então, predominavam nomes mais fortes e experientes. As investidas por jogadores não estão sendo feitas na mesma velocidade em que se observam as saídas, mas segue o desejo de Textor em fazer aquisições de peso nesta primeira janela. Tudo isso sem buscar nomes que pareçam muito óbvios”, afirma o jornal.
– O objetivo é melhorar o time a cada ano, e não necessariamente manter ídolos por perto – disse um dirigente do clube ao jornal, admitindo que a torcida deve ficar confusa nesse período da janela.
Além disso, a SAF do Botafogo respeita muito a vontade dos jogadores, não força saídas e não impede que eles conversem com outros clubes e decidam seu futuro. John Textor trata o Glorioso como um “clube de jogadores” e crê que escutá-los é o melhor caminho para trazer mais jogadores de alto nível no futuro.
Até o momento, o Botafogo teve 13 saídas (Gatito, Lucas Barreto, Rafael, Adryelson, Pablo, Marçal, Hugo, Tchê Tchê, Eduardo, Thiago Almada, Luiz Henrique e Tiquinho Soares) e três contratações certas, mas ainda não oficializadas (Léo Linck, Jair e David Ricardo). O clube segue no mercado e tem propostas na mesa por Bitello, Wendel, Marlon Gomes e Alisson, além de outros nomes mantidos sob sigilo.