Ex-Midtjylland, Paulinho passou sete anos na Dinamarca, até que retornou ao Brasil para atuar pelo Botafogo. No Alvinegro, ele tem a concorrência de Alex Telles e Marçal, jogadores elogiados por ele em entrevista ao site “GE”.
– Primeiro que o jogador Telles dispensa comentários, né? Tecnicamente, o cara é acima da média. Todo mundo conhece. E como pessoa também… Eu lembro que no meu primeiro dia o cara me recebeu super bem. Nós somos da mesma posição, mas isso já mostra muito da pessoa dele. Um cara de caráter. Pegou meu número no primeiro dia e disse “qualquer coisa que precisar, tu me liga”. Então, isso é importante para mim, ser recebido dessa forma, pelo capitão, um dos líderes do time – disse Paulinho.
– Então, para mim, é um prazer e é um privilégio. Todo mundo já sabe da história do Telles. É um ídolo. Super identificado com a torcida. Tanto o Telles quanto o Marçal são dois jogadores que eu admiro. Admiro e tenho muito respeito. E tem sido bom, cara. Eu sei que eu vim para agregar. A gente tem uma agenda que é lotada de jogos e tudo mais. Então, da maneira que o Botafogo decidir me utilizar, eu tenho que estar pronto, eu tenho que manter um nível bom, porque a lateral-esquerda tem que estar bem servida – adicionou.
Paulinho queria ter chegado até mesmo antes ao Botafogo. Ele decidiu que era hora de voltar ao Brasil.
– Assim, eu não queria cair no comodismo lá, sabe? Passei sete anos no mesmo clube. Então, eu disputei a maioria dos campeonatos que a gente tinha lá. A gente conseguiu vencer a Liga, a Copa. Disputei as competições internacionais. Mas eu queria algo novo também. Na verdade, eu já queria ter vindo para o Botafogo no começo do ano. A verdade é essa, mas acabou não dando certo com o clube (Midtjylland). Mas fiquei mais feliz ainda quando o interesse continuou. Então, foi fácil tomar essa decisão. É um clube grande. É uma cidade boa de se viver. Próximo de onde eu sou também. Sou de São Paulo, capital. Casou tudo. E aí, como eu disse antes, ficou fácil tomar a decisão – explicou Paulinho, que tem ambição grande no Botafogo.
– Cara, eu sou um ambicioso, né? Eu me considero. E eu tinha esse sonho de jogar lá fora. Só que chegou um certo momento que eu senti essa saudade de jogar o Campeonato Brasileiro, de ver a torcida. O amor que a gente tem pelo futebol é diferente do que eu estava acostumado a ver lá. Eu sabia que em algum momento ia ter que voltar. E agora deu tudo certo para vir para o Botafogo. Estou feliz da vida – encerrou.