Segue rendendo polêmica o primeiro gol do Flamengo na vitória por 2 a 1 sobre o Botafogo, neste domingo, nas quartas de final do Campeonato Carioca. No lance, Vitão faz falta clara em Matheus Martins, não marcada pelo árbitro Bruno Arleu de Araújo. Foi o que indicou o comentarista Paulo Cesar Oliveira, no programa “Fechamento SporTV”.
– Na minha avaliação, foi falta sim, apesar da falha do Matheus Martins ao dominar a bola. A bola passa por baixo da perna dele. Ele sofre uma carga do Vitão, ele é empurrado pelo Vitão. Ele não tem a posse da bola mais, mas a bola continua em jogo ainda. Hoje, cada vez mais as equipes estão jogando cada vez mais com essa linha mais alta, a última linha da defesa mais alta, e normalmente é treinado você parar o contra-ataque da equipe adversária, aquela falta tática. Deveria ser marcada porque a bola continua em jogo ainda, mesmo com a falha dele, ele tem uma carga nas costas, é empurrado e é uma carga que tem impacto. Matheus Martins não caiu porque errou o domínio. A queda dele não foi em função do erro do domínio, a queda dele é em função da carga que ele sofre nas costas, com impacto, e a bola continua em jogo – detalhou PC Oliveira.
E o VAR não poderia chamar para corrigir? Segundo o comentarista, pelo que determina a Ferj, não.
– Agora a gente vai para a questão das diretrizes do Campeonato Carioca. Desde o ano passado, a Ferj tem utilizado o critério de o VAR, quando o árbitro está próximo da jogada e tem uma interpretação, ele comunica o que ele viu no campo de jogo, o VAR é recomendado a respeitar a decisão de campo. No dia 31 de outubro do ano passado, já na preparação para o Campeonato Carioca, o departamento de arbitragem da Ferj fez uma reunião com todos os clubes e passou as diretrizes do VAR nesse ano, continuou com a linha grossa dos 12 centímetros para o impedimento, para o cronômetro na hora da checagem e revisão, e, sobre o VAR, o Jorge Fernando Rabelo, que comanda a arbitragem, ele fala assim “o VAR ajuda, o VAR não convence”. O que ele quer dizer com isso? Fala assim, em conceitos subjetivos ele não quer participação do VAR – frisou.
– Se a gente está debatendo aqui, foi falta, não foi, teve impacto, não teve impacto, com o árbitro próximo tomando a decisão… Eu entendo diferentemente do Bruno Arleu, mas ele está próximo, ele está praticamente a dois, três metros do lance, ele sinaliza, ele fala, ele gesticula, ou seja, ele está passando para a cabine do VAR e está levando os elementos para a cabine do VAR dizendo assim “eu vi e não foi falta”. Dentro do critério adotado no Campeonato Carioca, com base nas diretrizes e combinado com os clubes inclusive, o VAR tem que respeitar a decisão de campo, mesmo ficando nesse campo aí do nosso debate se foi falta ou não, mas o VAR seguiu a diretriz de não chamar. No Campeonato Brasileiro, dificilmente eu acho que passaria, porque no Campeonato Brasileiro eles buscam a melhor decisão, vai para a linha do foi ou não foi, tentando buscar a melhor decisão. O Campeonato Carioca tem essa diretriz, se o árbitro estava em cima, o VAR não sugere, não entra em lance de interpretação – concluiu.