Pedrinho está bolado. Presidente do Vasco, que provocou o Botafogo institucionalmente no último sábado (4/4) e tomou virada em São Januário, o dirigente criticou John Textor, que costuma citar o clube cruz-maltino ao dizer que a SAF do Glorioso não vai entrar em uma situação de conflito com o associativo.
Pedrinho concedeu entrevista nesta segunda-feira (6), em reunião na CBF sobre as ligas. Ele utilizou John Textor como um argumento para dizer que não acredita numa liga única de clubes.
— Os clubes hoje, de forma pessoal, sou muito verdadeiro e não me importo com a consequência dessa minha fala, não têm estrutura para fazer uma liga. Por diversos aspectos. Primeiro, a minha diferença desportiva é uma coisa. Posso ganhar ou perder do meu adversário, posso ter mais receitas ou não do que meu adversário. Posso ter um time mais forte que o adversário e com isso brincar com meu adversário, isso é um ponto – iniciou, em entrevista ao “GE”.
— Outra coisa, e na minha situação específica e no meu ponto com o Botafogo, um investidor que chega para sanar dívidas e causa um dano imenso no clube e nenhum clube se prontifica a ajudar… Isso já não é mais desportiva, já não é mais receita, é um clube que pode causar em uma massa falida. São meus adversários, não meus inimigos – continuou Pedrinho.
‘Se João Paulo precisar de ajuda, me coloco à disposição’
No desabafo, o presidente do Vasco se colocou à disposição para ajudar o presidente do Botafogo social, João Paulo Magalhães Lins, em caso de ruptura.
— O outro ponto é que o ainda dono do Botafogo, o Textor, que qualquer comentário que ele tenha que falar sobre a situação do Botafogo ele desrespeita o Vasco da Gama. Não é a primeira vez. Ele não sabe o que é o Vasco para brincar com certas frases. Tenho muito respeito ao Botafogo e seus torcedores. Crianças, adultos, idosos, por isso minha solidariedade ao clube e ao João Paulo (presidente). Não sei o que vai acontecer com o Botafogo e não me interessa.
— Se o Botafogo entrar em uma massa falida e João Paulo precisar de ajuda eu me coloco à disposição para contribuir com o que puder. O posicionamento dele (Textor) é de bravata, de gestores que por muito tempo fizeram parte do futebol para agradar o torcedor e não faz parte do meu caráter. Ele tem que respeitar muito o Vasco da Gama pela forma que ele está brincando. Por isso que não acredito na liga, não temos o companheirismo – concluiu.