Primeiro reforço da era SAF no Botafogo, Philipe Sampaio hoje é reserva, mas foi bem nas últimas partidas em que atuou. O curioso é que ele quase não veio para o Glorioso. Em entrevista ao “Lance!”, o zagueiro contou que esteve perto de fechar com um clube europeu.
– Dois dias antes de eu receber a proposta do Botafogo, o presidente (do Guingamp) me comunicou que estava me vendendo para um clube da Polônia. O Lechia (Polônia) e o Ludugorets (Bulgária) queriam. Aí dois dias depois, me liga o Botafogo. A minha esposa estava assim: “ah, vamos nos mudar de novo para um país frio? A gente não fala o idioma”. Aí foi quando apareceu o Brasil, o Botafogo e John Textor. Então, quando veio o convite, eu falei: “eu vou”. Foi tudo muito rápido e as negociações fluíram bem. O clube não ia me liberar por eu ser capitão, então eu tive que ter uma resistência. Eu fiz um apelo e eles respeitaram a minha decisão e a da minha família – revelou ao “Lance!”.
No Botafogo, Philipe Sampaio teve ótimo início, até ser prejudicado por uma lesão mais delicada.
– Esse foi o momento mais difícil porque eu cheguei e fiz dois jogos muitos bons. Então você cria uma expectativa da torcida e das pessoas internas do clube. Poucos sabem, mas eu tive que tomar uma decisão para jogar no Carioca. Eu tive que assinar com o Botafogo primeiro e ainda não era SAF. O Carli e o Mezenga estavam lesionados. Aí eles me perguntaram se eu queria jogar. Eu aceitei. Essa decisão partiu de mim. Aí fiz dois grandes jogos e depois tive uma lesão no joelho no jogo contra o Juventude. Uma lesão de grau 4. Logo após eu fui avisado que eu teria que operar. Mas aí eu, junto com os médicos, tomamos a decisão de não operar. Mas aí depois daquilo, fiquei muito tempo parado e tive uma queda de rendimento. Quando eu voltei, a equipe não estava tão encaixada como estava no início. Fizemos bons jogos coletivamente, mas não conseguíamos ganhar. Eu tive essa lesão com 15 minutos do primeiro tempo e joguei os 90 minutos. Depois disso, não conseguia pisar no chão. Aí eu decidi não operar, os médicos me ajudaram e deu tudo certo – lembrou.
O zagueiro celebrou a grande fase do Botafogo e pediu foco para o time se manter em alta.
– Eu falei com a minha esposa: “estamos ganhando tanto jogo e não dá nem para aproveitar”. No outro dia, já precisamos pensar no outro jogo. Temos vivido um dia depois do outro. O grupo é muito bom. Antes não éramos a pior equipe e agora não somos a melhor por estarmos em primeiro. A ideia é continuar trabalhando com os pés no chão. Sabemos que, uma hora ou outra, pode acontecer um tropeço. A gente está equilibrado para fazer um bom campeonato. Muitas vezes não é como começa e sim como termina. O nosso lema é continuar firme para terminar bem. Isso é o que vale – explicou.
– Nós estamos trabalhando no máximo. É um grupo que não gosta de perder. Estamos lutando para que o Botafogo alcance o lugar que nunca deveria ter saído. A gente também tem essa ansiedade para ser campeão e dar essa vitória para todos – completou.