Presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, disparou contra a SAF do Botafogo de John Textor. O dirigente mostrou incômodo por o clube ter sido campeão da Libertadores e do Campeonato Brasileiro em 2024 e ter aumentado a dívida.
Inicialmente, Bap falou sobre o Flamengo não se tornar clube-empresa. Quando mudou o foco para o Botafogo, ele pediu regulação e até punição a SAFs.
– Não tenho absolutamente nada contra as SAFs. Nada. O que eu penso é o seguinte: qual é o princípio da SAF? Você tem um clube de futebol que não tem condições de arcar com suas dívidas, um clube praticamente falido do ponto de vista da gestão, e alguém decide assumir a direção. Assume as dívidas e faz novos investimentos. Esse é o princípio. Sou absolutamente a favor disso. Nenhum problema. O Flamengo jamais será uma SAF. O Flamengo é como o Real Madrid, não precisa se transformar em SAF – bradou Bap, em entrevista ao jornal espanhol “As“.
– Entendo que, para o bem do futebol, a SAF seja uma solução para outros clubes. O que não pode acontecer é o que estamos vendo com um clube centenário como o Botafogo. Você cria uma SAF, permite que alguém compre o clube, e ele acaba ficando pior do que estava. O Botafogo devia, acredito eu, 100 milhões de euros. Alguém compra o clube. Foram campeões do Brasileirão e da Libertadores em 2024. Recebem milhões, não pagam nada a ninguém e ainda aumentam a dívida anterior. É preciso haver regulação! Se alguém chega com muito dinheiro e usa esse dinheiro apenas para contratar jogadores, sem cumprir nenhuma de suas obrigações, qual é o propósito? Houve uma distorção do conceito de SAF. O Flamengo é contra esse tipo de situação sem que haja punição. Tem que haver punição esportiva, tem que haver perda de pontos. Você comprou o clube com uma dívida de 80 milhões, assumiu que iria quitá-la, aumenta a dívida para 160 milhões, não paga ninguém e não sofre nenhuma punição esportiva ou financeira. Isso está errado – reclamou.