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Psicólogo da base do Botafogo detalha processos e estratégias com jovens jogadores alvinegros

Por: FogãoNET

Daniel D'avila, psicólogo da base do Botafogo
Divulgação/Botafogo

Dando prosseguimento à série de matérias sobre os departamentos das categorias de base do Botafogo, a reportagem desta semana irá explorar mais detalhes sobre a área de psicologia, coordenada por Daniel D’avila. A necessidade de um tratamento e cuidado mental vem se tornando cada vez mais essencial nos últimos anos e, no esporte, isso não é uma exceção. Afinal, a depressão é a principal doença do século XXI, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Esta não é a primeira passagem de Daniel no Glorioso, isso porque ele foi estagiário do clube de outubro de 2015 a janeiro de 2017. D’avila retornou ao Botafogo em outubro de 2021 para ser o psicólogo da base alvinegra e agora divide sua primeira temporada com a garotada do Fogão, objetivando prepará-los mentalmente para os desafios que virão.

Daniel, de 29 anos, contou que um dos maiores de seus desafios é a parceria com os pais dos atletas. Segundo ele, a imaturidade dos jogadores para diversas situações pode vir a ser realmente um dificultador, mas quem trabalha com a formação de jovens atletas sabe que isso tudo faz parte de um processo. Como muitos são menores de idade, a maioria não tem autonomia legal para realizar diversos procedimentos e, quando situações difíceis aparecem, talvez seja um problema maior do que se esperava. Ele completa afirmando que, de qualquer forma, o suporte que se tem em casa é fundamental para o atleta, e muitas pessoas não têm essa base sólida, em relação aos pais, para suportá-los, o que torna seu trabalho mais desafiador. Nesse sentido, D’avila prosseguiu explicando suas indicações gerais aos jogadores.

“O que buscamos mais são dar orientações sobre sono, respirações de relaxamento e outras orientações mais técnicas, voltadas para o treinamento mental, como dicas sobre rotina… Ou seja, tudo que possa interferir naquela questão psicológica e mental que o atleta levantou vai levar a um tipo de recomendação diferente. Então, se é identificado que um atleta está com dificuldade de concentração, por exemplo, precisamos entender a causa disso: se ele está com o sono regulado, se chegar até a gente de alguma forma que ele não tem comido bem, porque, nesse caso, passamos o caso para o departamento de nutrição. Porém, caso seja algo de ordem patológica, como algum transtorno de ansiedade, entraremos em contato com os pais ou conversaremos com o próprio atleta, se for maior de idade, para encaminhá-lo a um acompanhamento clínico”, comentou o psicólogo.

Uma situação interessante a ser ressaltada é que muitos atletas saem de outro estado muito novos para virem morar sozinhos ou com demais jogadores no Rio de Janeiro, ficando longe da família e sendo uma das demandas do trabalho de Daniel. No entanto, ele diz que, apesar de ser necessário um olhar mais cuidadoso com atletas que vivem distantes de seus pais, o tratamento não é diferente. Isso porque, faz parte do processo de formação dos jovens, de suas carreiras e de cada amadurecimento.

Daniel também falou sobre suas estratégias para ganhar a confiança dos atletas e fazer com que estes se abram a ele.

“A melhor forma é mostrar que nosso trabalho não é uma coisa chata, não é pesado. Os atletas enfrentarão diversas situações que não sabem a melhor forma de lidar ou que é complexo demais para a cabeça deles ainda, e temos que tirar um pouco disso trazendo a ciência. Assim, nosso principal papel é levantar a ciência de uma forma pedagógica, trazendo para a realidade de cada um deles de uma maneira didática. Nosso trabalho não é só para agora, mas sim visando a carreira deles, então temos que fazer os jogadores entenderem que tudo que fazemos é para o bem deles”, argumentou.

De acordo com D’avila, seu trabalho na base do Botafogo é baseado em três pilares: vínculo, uma relação pessoal com os atletas em que eles enxerguem os profissionais do departamento como pessoas de confiança e agradáveis; didática, fazendo uso do ensino pedagógico voltado para jovens para facilitar o entendimento do que está sendo passado a eles, no sentido técnico; e a aproximação da realidade dos jogadores, trazendo exemplos e metáforas para aproximar os funcionários dos atletas, usando o linguajar e gírias que eles entendem, até mesmo os jargões de futebol, para que os jogadores percebam que quem está ali entende do esporte e vai ajudá-los.

Por fim, Daniel contou como trabalha a mentalidade dos meninos sobre lidar com a pressão que muitos jovens têm de ser a grande esperança da família de mudar a realidade deles.

“O principal ponto é saber utilizar isso da melhor forma possível: transformar em motivação e tirar a pressão. Apesar de ser o incentivo diário deles, isso precisa ficar em segundo plano, levando em consideração atletas mais jovens. Porque eles têm que se divertir, o trabalho deles necessita ser prazeroso, divertido e gostoso por estarem fazendo o que amam fazer, que é estar jogando bola. E nosso papel é trabalhar os aspectos e trazer à consciência deles o que os tornam privilegiados de estar vivendo isso representando um clube do tamanho do Botafogo.”, concluiu.

Fonte: Site oficial do Botafogo

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