“Vexame John Textor“. Foi assim que o jornalista Paulo Vinicius Coelho, em seu blog no “UOL”, definiu a situação do Botafogo após o empresário norte-americano ser afastado pelo Tribunal Arbitral da FGV. Para o colunista, o modelo SAF precisa ser revisto.
– Até mesmo os pais do projeto de Sociedade Anônima do Futebol, Rodrigo Monteiro de Castro e José Francisco Manssur, entendem há anos que é necessário reformar o que não foi sedimentado de maneira correta ou corrompido nas idas e vindas à Câmara Federal e ao Senado durante a aprovação do modelo. SAF não é prefixo de safar-se, como fizeram clubes como Vasco e Botafogo, que procuraram o primeiro empresário que balançasse notas de dólar na janela para se abraçarem a ele como se fosse um salvador da Pátria – criticou PVC.
O jornalista lembrou que há problemas também em clubes associativos, mas citou fraudes e falência em SAD na Europa.
– O remédio é a legislação ser dura e o controle rigoroso. Cadeia para quem comete fraude comprovada, do Banco Master às Sociedades Anônimas do Futebol. Mas Vasco e Botafogo em recuperação judicial, com gestores profissionais e empresários internacionais afastados e processados dentro e fora do Brasil indicam que o modelo SAF precisa de reforma urgentemente. Cuidados para não atrair quem só traga dinheiro, não tenha lastro, comprometa o presente e o futuro de clubes de futebol históricos, instituições culturais do Brasil. Não se trata de extinguir o modelo. Trata-se da evidente necessidade de corrigi-lo. A situação não é de Botafogo e Vasco apenas. É o caos de todo o futebol brasileiro, a partir do vexame John Textor – opinou.