Philippe Coutinho esquentou o noticiário do futebol brasileiro nos últimos dias, ao ser anunciado como reforço do Santos e provocar a ira dos torcedores do Vasco. Em 2024, o Botafogo tentou contratá-lo, antes do meia ir para o clube cruz-maltino. No programa “Panela SporTV“, o ex-lateral alvinegro Rafael recordou aquele momento.
– Eu conheço o Coutinho, cara. O Coutinho é meu irmão, sou apaixonado por ele. E ele tinha proposta do Botafogo, eu sei porque fui eu que estava tentando trazer ele para o Botafogo e não para o Vasco. E ele foi para o Vasco. Isso é importante para a torcida do Vasco saber também. O Coutinho é muito quieto, essas coisas ele nem fala. Eu não estou aqui defendendo, nada disso, estou falando fatos que aconteceram. Eu lembro que, na época, eu liguei para ele e falei: “Pô, Botafogo, tal…”. E ele? “Não, meu irmão, sou apaixonado pelo Vasco, não quero nem escutar, até por causa de tu, quero voltar para o Vasco” – contou Rafael.
O ex-lateral disse não concordar com a pecha de “traidor” que a torcida do Vasco colocou em Coutinho pelo acerto com o Santos e saiu em defesa do jogador.
– Depois do Vasco, aconteceram várias coisas. Eu escuto muito vascaíno e muita gente falando que “o Coutinho traiu a gente”. Que “traiu a gente”, irmão? O cara foi embora porque a torcida do Vasco estava pedindo praticamente para ele ir embora, implorando pra ele ir embora. “Vai embora daqui, some daqui!”. Irmão, tem um momento que o cara é apaixonado por alguém, tu é apaixonado por alguém, a pessoa que tu está do lado está te matando, te matando, te criticando, aí tu vai embora, vai para outra! E foi o que ele fez – disse Rafael.
– O Coutinho é muito reprimido, todo mundo tem defeitos, mas nesse momento ele ficou frustrado com o Vasco, ficou mal. E agora pintou a oportunidade de ele ser feliz no futebol. Eu não vi traição nenhuma do Coutinho. E ele não é ídolo do Vasco, não ganhou nada lá – completou.