A vitória histórica do Botafogo diante do PSG por 1 a 0 na última quinta-feira, no Rose Bowl, foi descrita pelo técnico Renato Paiva como um dos três principais momentos de sua carreira. O treinador alvinegro deu entrevista ao “GE” falando um pouco mais do triunfo alvinegro que chocou o planeta na Copa do Mundo de Clubes.
– O dia mais importante em questões profissionais foi quando entrei no Benfica e comecei todo este trajeto. O segundo dia mais bonito que tive foi quando fomos campeões no Del Valle, não sendo uma equipe favorita e sendo a minha primeira experiência no exterior no futebol profissional. Começar assim foi marcante, fazendo história em um país e um clube que nunca tinha sido campeão. O terceiro momento de maior impacto é este [PSG 0x1 Botafogo] pela magnitude do feito, pela repercussão mundial, onde chegou esta notícia. São os três momentos que coloco em um mesmo patamar, mas com sentimentos diferentes – disse Paiva.
Renato Paiva contou também sobre a conversa que teve com Gonçalo Ramos e Pacho, titulares do PSG e que foram seus pupilos no Benfica e no Independiente del Valle, respectivamente. João Neves foi outro que trabalhou com o treinador alvinegro no clube português.
– Estive com os jogadores [portugueses do PSG] no fim, trouxe suas camisas e o carinho deles. Não vou dizer agradecimento [pelo impacto nas carreiras]. Eles gostam muito de falar em agradecimento, mas digo sempre que eles não têm que agradecer porque são os principais responsáveis. “Se vocês não quisessem isso e não fossem quem são, não teriam chegado onde chegaram”. Posso dizer, e hoje eu comentava isso com minha comissão técnica sobre a conversa com Pacho e Gonçalo Ramos, com quem tenho uma ligação muito maior… Estavam frustrados pela derrota, mas senti um pouquinho de felicidade no abraço, nas palavras dos dois – revelou Paiva.
– [Gonçalo Ramos] me disse “mister, eu detesto perder, mas se tiver que perder, que seja assim para você. Estou muito feliz por você, porque você merece muito o que está acontecendo”. [Pacho] me deu um abraço muito apertado e até emocionado. Ele até me disse: “Sonhei muito em ser jogador profissional, sonhei muito em chegar a altos patamares, mas se você me dissesse que eu chegaria tão rápido, eu não acredito. Você foi quem me abriu a porta para eu eu estrear enquanto jogador profissional.” São esses momentos que fazem muito valer a pena o que é a profissão de um treinador de futebol, em especial um que trabalhou na base e que viu estes meninos todos crescerem – completou.