Palmeiras 2 x 1 Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro, no Allianz Parque, ficou marcado pela confusão protagonizada por Marlon Freitas no fim. Após receber uma falta de Joaquín Correa, o volante clamou por respeito e discutiu com meio time alvinegro. A situação foi comentada no programa “Seleção SporTV” desta quinta-feira (19/3).
– O Tucu Correa fez o que todo torcedor do Botafogo queria fazer. Aquela pegadinha. E o Marlon era o capitão, cara, do Botafogo. Parecia que tinha o maior respeito dos outros, né? E ele como referência e tal. Foi muito mal. É o que eu falo assim. Hoje em dia, os caras estão reféns de torcedores. Querem agradar torcedor de qualquer jeito. Meu Deus do céu, cara. Primeiro, eu não quero fazer essas brincadeiras que eu acho uma bobeira. Quem é melhor? Esse ou esse? Quem é isso? E qual o título mais importante? Isso ou aquilo? Qual torcedor do Palmeiras ia ficar chateado se ele falasse “o título mais importante da minha vida é a Libertadores“?. Ponto e acabou. Não precisa nem citar o nome do clube que ele ganhou. É o título de Libertadores, não precisa nem citar o Botafogo. Agora, Campeonato Paulista? Teve um Brasileiro e uma Libertadores que ele ganhou num ano só. Aí ele vacilou, né? Vacilou na entrevista. Não tinha necessidade nenhuma de falar o Campeonato Paulista – cornetou Roger Flores.
O comentarista e ex-jogador ficou mais incomodado com as palavras de Marlon Freitas do que com a ida para o Palmeiras.
– Eu acho que o jogador tem o direito de fazer qualquer tipo de movimentação. De sair de um clube e ir para outro clube. Respeito e até pedi para isso. E eu acho que ele fez o movimento correto. Não por sair do Botafogo. Mas por entender que o movimento do Botafogo hoje, político, financeiro, é uma incógnita para todo mundo. E ele como jogador que já passou dos 30 anos, que teve uma oportunidade hoje num clube melhor estruturado, com mais ambições do que o Botafogo hoje e que poderia dar uma tranquilidade que ele não teria no Botafogo, eu acho justíssima a escolha dele. Uma escolha inteligente de carreira. Agora depois, essa declaração, “ah não, meu título mais importante é o Paulista”, aí não – concluiu.