Reforço do Columbus Crew, Santiago Rodríguez deixou o Botafogo e voltou para a MLS. Em entrevista à Sport 890, do Uruguai, o meia uruguaio contou os motivos da saída, colocando na conta do ex-técnico Franclim Carvalho.
Santi gostaria de ter mais espaço no Botafogo.
– Sinceramente, a verdade é que a negociação foi muito difícil. Mas a minha decisão era vir para cá. No Brasil, quando joguei não fui mal. Sinto que desempenhei bem. Principalmente com (Davide) Ancelotti, que me deu toda a confiança. Depois disso, não consegui jogar muito com este último treinador – afirmou.
– Com (Martín) Anselmi, comecei como titular e depois mudou de novo. Veio um treinador português. Bom, foi difícil. Mudou o estilo de jogo. Então, eu não tinha muito espaço. Conversei com ele para sair, ele me disse que não queria que eu saísse, mas que não iria me garantir minutos no time. Então, eu falei que aquilo não fazia muito sentido. E pedi para sair. A negociação foi muito complicada, o Botafogo devia muito dinheiro à MLS pela minha contratação e pela do Almada. Bom, levou tempo. Desde antes da Copa até os últimos dias agora. Foi difícil – disse Santiago Rodríguez.
– Sinceramente, eu acho que tem muitas coisas extracampo que acontecem nos clubes que os jogadores não têm a possibilidade de resolver. Então, fica a cargo do treinador e dos dirigentes. Eu não queria focar nisso. Sinceramente, não poder fazer nada era muito difícil – explicou.
Santi hoje está animado com a ida para o Columbus Crew, pelo qual até já fez gol.
– Estou muito feliz de voltar à MLS. É um dos maiores times da liga, tem como objetivo ganhar a liga todas as temporadas. É um pouco diferente do New York (City), que tinha como objetivo comprar jogadores jovens e revender para a Europa ou outro mercado. Estou feliz. Foi uma grande mudança sair do Brasil e voltar para os Estados Unidos, mas já conhecia a liga e estou contente – completou.