Sem comentar o lance do pênalti claríssimo a favor do Botafogo que foi cancelado após uma bizarra intervenção do VAR, o técnico Renato Paiva ficou na bronca com o excesso de antijogo do São Paulo e a condescendência do árbitro Davi de Oliveira Lacerda. O jogo, válido pela quarta rodada do Brasileirão, terminou empatado em 2 a 2 no Estádio Nilton Santos na noite desta quarta-feira (16/4).
– Em relação ao que eu disse ao árbitro, para mim é claro, sem querer faltar o respeito ao Luis [Zubeldía], à sua equipe técnica e aos seus jogadores, mas é claro que a partir de um determinado momento só uma equipe queria jogar. Acho que isso é um problema do futebol brasileiro, é o goleiro que cai 50 vezes, as câimbras que há 50 vezes… Se nós queremos que o futebol brasileiro melhore em muitas coisas, essa é uma delas – afirmou Paiva.
– Entende-se a manha, entende-se estas coisas, a picardia, entende-se tudo isso, mas fazendo de vez em quando é uma coisa, acabar com o jogo a 30 minutos do fim… Só há uma entidade que pode não permitir que isso aconteça, que é o árbitro, que é no fim contabilizar e dar o tempo. Já durante algum momento se deram 10, 12 minutos, para mim hoje tinha que dar 10 minutos. Foi o que eu lhe disse, com todo respeito, a única coisa, eu não estou a criticar decisões no momento, estou criticando uma coisa que é quantificável, o tempo, e com o que se queimou de tempo, entre goleiro e lesões e substituições e gols etc, parece-me sete minutos muito escasso – completou.
Renato Paiva aproveitou a oportunidade para passar uma mensagem de apoio a Calleri, centroavante do São Paulo que saiu no primeiro tempo com uma suspeita de grave lesão no joelho.
– Queria deixar aqui uma palavra para o Jonathan Calleri, porque a lesão parece-me que é grave. Deixar-lhe aqui um abraço e desejar que não seja nada de grave e, se for, as melhoras rápidas, porque é um grande jogador, um grande profissional, e não queremos lesões nem nos nossos nem nos outros – disse.