O Botafogo sofre com dificuldade em fazer gols e finalizar jogadas, sobretudo nos últimos jogos. Perguntado se o problema está em situações de cruzamentos, Franclim Carvalho discordou. O treinador evitou falar sobre reforços após o empate em 1 a 1 com o Fluminense, neste sábado, no Estádio Nilton Santos, pelo Campeonato Brasileiro, e se disse satisfeito com o elenco.
– Eu não vejo isso como um problema e não concordo com a sua análise. Estou a ver e não concordo com essa análise. Nós temos ou procuramos uma forma de atacar em que temos sempre os dois homens por fora, nos corredores lá atrás, para a situação de cruzamento. Normalmente colocamos muita gente na área. Também depende das características dos jogadores que jogam. Mas normalmente colocamos muita gente, como hoje. Portanto, não posso concordar com a sua observação. Respeito, mas não concordo. Não passa por aí. Nós temos identificadas as características e os jogadores que queremos. Se conseguir, conseguimos. Se não conseguir, está tudo bem na mesma. Estamos satisfeitos com o elenco que temos. Eu recordo-me do lance que o Vitinho, que eu me referi há pouco. A terminar o primeiro tempo é uma situação de cruzamento à esquerda. Eu recordo-me do último lance que eu também falei há pouco, do Cabral. É um cruzamento à esquerda. Portanto, depende também de como é que o adversário se defende. Se defende mais à esquerda ou à direita. Mas eu não concordo com essa análise que nós temos dessa carência de eficiência de situação de cruzamento – ponderou Franclim.
O técnico português comentou também sobre os pontas, que foram criticados no clássicos.
– Depois é a questão da sua análise dos pontas, estarem bem com isso em bola ou não estarem bem com isso em bola. Nós temos a cobertura do lateral normalmente com o zagueiro ou com o volante, não é com o ponta, porque nós pedimos aos nossos pontas para saltarem na pressão. Hoje havia vezes que deviam ter saltado que não saltaram e havia vezes que deviam ter baixado que demoraram a baixar. Mas isso como eu disse, eu acho que principalmente aqueles primeiros 15 minutos do segundo tempo refletiram essa falta de agressividade da nossa parte e acho que foi um pouco por causa disso que o Vitinho falou sobre isso. Pelo menos é a percepção que eu tenho de fora. Portanto, é o que eu tenho a dizer sobre essa questão – salientou.
– Eu acabei dizendo em uma das respostas anteriores que nós colocamos muita gente na área. Nós tivemos um lance ao final do primeiro tempo, foi o Vitinho que finalizou, que é lateral. Nós, este jogo, começámos com Kauan, Vilalba, Montoro, Cabral. Danilo, que alguns de vocês chamam meia, outros chamam volante. Já fez as duas posições conosco. Danilo que tem chegada na área. Medina que tem, mais em condução, mas tem chegada na área. Portanto, o Cabral, se vier em apoio para receber a bola de costas ou para fazer uma parede, como vocês falam, uma tabela, ou se for solicitado no espaço para depois tirar cruzamento, vai ter que ter gente na área. E não é o Arthur Cabral. Eu, se estiver só dependente do Arthur Cabral, neste caso, que é o que está falar, do atacante para estar na área, para receber uma bola que vai na profundidade para um colega, ou para ter presença na área, garantidamente que não vamos ter 35 gols na rodada 22 ou 23 que estamos. Não vamos ter, porque nós temos que ter mais gente na área, senão o adversário está muito confortável. Portanto, não concordo consigo.
– Acho que nós, na primeira parte, podemos ter pisado mais vezes na área, como aconteceu nesse final do primeiro tempo. E, porém, nesta segunda parte, nos primeiros 15 minutos, nós andamos ali e começamos a meter muita gente na área, porque nós temos jogadores com essas características, e é mais difícil para o adversário defender quem vem de trás para a frente, e nós procuramos colocar a gente dessa forma. Portanto, temos que ter sempre uma ou duas referências, por isso é que depois colocámos o Lucas também. Quando chegamos com dois atacantes, queremos ter as duas. Quando chegamos com um, queremos ter uma. E depois mais os que chegam, que são dois, ou três, ou quatro. Depende da zona da bola e depende dos jogadores que temos em campo – explicou.