Textor rebate carta do Botafogo associativo e sobe tom: ‘Não precisamos que o clube social nos diga como administrar. Em 30 anos conquistaram um título e faliram’

Textor rebate carta do Botafogo associativo e sobe tom: ‘Não precisamos que o clube social nos diga como administrar. Em 30 anos conquistaram um título e faliram’
Reprodução/Canal do TF

John Textor subiu o tom contra o presidente João Paulo Magalhães Lins ao rebater a carta do Botafogo associativo divulgada nesta sexta-feira (28/11). O empresário norte-americano deu entrevista ao vivo ao “Canal do TF”, no YouTube, negou que tenha enviado US$ 128 milhões para o Lyon e garantiu que todas as informações da SAF são compartilhadas com o clube, através do Conselho Fiscal.

– Quanto a algumas das alegações na carta do presidente do clube social hoje, em primeiro lugar, obviamente as pessoas sentem que precisam defender suas ações e isso só vai piorar se eu continuar nesse vai e vem. Acho que Vinicius Assumpção, ex-vice-presidente do Botafogo, disse algo realmente interessante. E muitos membros do clube social dizem isso: que o clube social detém 10% das ações, enquanto nós detemos 90%. E antes de recorrer à justiça para reclamar do seu sócio, você deveria conversar com ele. Então, acho que a ideia de o presidente ter recorrido à justiça, ou de estar escrevendo cartas e publicando-as, ou de Montenegro, que honestamente eu considerava um amigo, ter conversado comigo sobre essas coisas antes de expor em áudios, não é o tipo de relacionamento que esperamos do clube social. Vou comentar um pouco sobre esta carta, mas vamos parar com essa briga pública, espero que logo após esta conversa – iniciou Textor.

– Há algumas coisas a corrigir nesta carta, farei isso rapidamente. Em julho, fiquei surpreso que alguns dos sócios da Eagle quisessem entrar e ter mais influência. Eles queriam que eu assumisse um papel “cerimonial” no Botafogo e não fosse um líder tão forte. Isso é verdade. O que não é verdade é a afirmação de que eu fui expulso de Lyon. Isso é completamente falso, por isso não gostei da declaração do clube social, pois contribui para a desinformação. Continuo sendo o acionista majoritário, com controle da maioria no conselho, e ninguém me expulsou do Lyon. O que ele também afirma, e que está incorreto, é que, não fosse a intervenção do clube social, eu teria sido destituído em julho. Isso não é verdade. Os documentos da Eagle Football garantem minha presença no conselho de todas as entidades da Eagle, até mesmo nos clubes. Enquanto a Eagle Football for a proprietária, meu cargo no conselho de Botafogo estará garantido. Não posso ser destituído.

– O que eu pedi ao clube social para me ajudar naquela época foi que eu estava preocupado com o fato de que Ares e outros queriam fazer mais mudanças, não apenas no conselho, mas também na gestão. Eles estavam conversando com esses consultores. Havia consultores no Brasil que disseram que estavam de olho no meu emprego, no emprego do Thairo. Então, é verdade que o clube social foi útil naquela época, mas não é verdade que eu pudesse ser removido do conselho. Isso não é verdade.

– Há outro comentário na carta que diz que US$ 128 milhões saíram do Botafogo para ir para o Lyon. Essa é uma maneira terrivelmente distorcida de dizer isso, porque, falando em dinheiro, isso implica que tínhamos essa quantia. Nós simplesmente a enviamos, mas o dinheiro está indo nessa direção. Nosso clube tinha um sistema de compartilhamento e gestão de caixa. Então, sim, é verdade que cerca de US$ 140 milhões foram para um lado, mas muito dinheiro voltou para o outro. E também conseguimos vender atletas cujos direitos poderiam ter pertencido ao Lyon, e ficamos com o dinheiro e nos reembolsamos. Então, o problema com essa carta dele é que ele está dando a entender que o maior valor das transferências bancárias foi todo para a Lyon e nunca retornou. A verdade é que, com todas as idas e vindas, a diferença entre todas as transações entre as empresas, entre nós e o Lyon, é de apenas US$ 30 milhões ao longo de 18 meses. Portanto, os cálculos nesta carta estão incorretos. O motivo de haver um saldo de cerca de US$ 30 milhões é que, de fato, em junho, bem no final, enviamos dinheiro para o Lyon para ajudá-los com seu teste de sustentabilidade. E depois que Michele Kang assumiu o cargo na França, ela fechou as portas e disse: “Não vou mais compartilhar”. Ela não tem o direito de fazer isso, mas essa é a natureza da disputa. Portanto, o número não é tão grande quanto o clube social sugere. E também é verdade que, muitas e muitas vezes, foi o Lyon que nos ajudou.

– Essa carta dá a entender que fomos investigados e que o clube social descobriu tudo. Isso é uma grande mentira. Estamos constantemente compartilhando informações com o clube social. Não precisamos que o clube social fique nos dizendo como administrar nosso negócio. Eles não administraram bem o negócio deles por 30 anos, conquistando apenas um título, e acabaram falindo. E eu não preciso de conselhos financeiros do presidente do clube social. Eu aceito conselhos financeiros do conselho fiscal, das pessoas com quem Thairo trabalha o tempo todo. E, falando em matemática, sim, precisamos arrecadar algum dinheiro do Lyon e vamos conseguir, mas não é nem de perto essa quantia. Essa ideia de que não compartilhamos informações é uma grande mentira – encerrou.

Fonte: Redação FogãoNET e Canal do TF

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