Textor traça planos por investimento no futebol, mira janela ‘pós-Europa’ e detalha perfil de reforços para o Botafogo: ‘Que venham pelo projeto e entreguem com o coração’

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Por FogãoNET

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Textor traça planos por investimento no futebol, mira janela ‘pós-Europa’ e detalha perfil de reforços para o Botafogo: ‘Que venham pelo projeto e entreguem com o coração’
Vitor Silva/Botafogo

Como será o investimento do Botafogo no futebol na primeira janela de transferências de 2023? Em live no canal do FogãoNET nesta terça-feira (24/1), John Textor esmiuçou o assunto, explicou que o clube precisa de maior geração de receitas, admitiu uma espera estratégia pelo fechamento da janela europeia e traçou o perfil de reforços.

Inicialmente, Textor focou na questão das receitas.

Quando falamos do plano de negócios do futebol, esperamos colocar R$ 150 milhões, R$ 100 milhões e R$ 100 milhões (valores por ano), estou esperando uma queima de caixa, um prejuízo nesses três primeiros anos. Espero que não seja mais. Mas o primeiro ano já foi, por isso tive que colocar R$ 200 milhões. Isso só ocorreu, essa perda maior, porque as receitas do clube ainda não estão maduras o suficiente. Se os fãs esperam que invistamos mais, têm que nos ajudar a trazer mais receitas de ingressos, camisas, patrocinadores, sócio-torcedor, divulgações. Tudo isso ajuda a ter receita maior e plano de negócios melhor para o futebol – explicou.

Espero que em três anos tenhamos receitas suficientes para nos colocar em nível superior de clube. Fazer crescimento assumindo clube com poucas receitas e torná-lo com grandes receitas é o projeto. E leva tempo. É óbvio que para termos mais receitas temos que criar esse sentimento de excitação no torcedor. Teve quando entrei no ano passado e nem havia camisa para vendermos. Obviamente tenho que formar um time competitivo o suficiente para criar esse tipo de sentimento e termos mais receitas – admitiu.

Quando finalmente conseguimos trazer camisas para venda, estávamos em momento ruim, com derrotas, torcedores protestando, ninguém mais queria comprar camisas. Perdemos oportunidade. Nós sabemos o que tem que ser feito, entregar ao fã vitórias e bom time, criar sentimento para o torcedor ir ao estádio, gerar novas receitas e que consigamos nesses três anos receitas o suficiente para sermos um dos grandes clubes do Brasil de volta – acrescentou.

🎙️ Leia outros pontos da resposta:

– Ao longo do ano passado tivemos evolução evidente do time. Se não tivermos contratação, o mesmo time tende a performar melhor, porque tem mais entrosamento e tempo com o treinador. A equipe técnica já encontrou as necessidades do elenco.

– Os fãs começam a ficar preocupados quando veem Vasco, Cruzeiro e Grêmio contratando muitos jogadores, mas estes acabaram de subir, estão passando pelo processo que passamos no ano passado. Meu sentimento é que temos muito tempo para trabalhar essa janela, pricnipalmente porque a da Europa fecha dia 31 de janeiro e a nossa continua aberta, jogadores da Europa poderão ser negociados com o Brasil, não mais com a Europa. Não só jogadores europeus, como jogadores do Brasil e da América do Sul, que os agentes tentam transacionar para a Europa. Nesse momento todos estão pedindo mais caro pelos atletas. Uma vez que a janela se feche na Europa, é onde conseguimos as melhores oportunidades.

– A partir do dia 1 de fevereiro, os agentes diminuem pedidos de 10 milhões de euros para 5, vão ter mais transferências livres, empréstimos gratuitos. É o que acontece a partir do fechamento da janela europeia.

– No ano passado contratamos jogadores que não são celebridades, mas surpreenderam nossos fãs, como o Adryelson, que foi identificado pelo nosso scout. Tem jogadores como Jeffinho, grande revelação, Júnior Santos, que não consigo entender como a torcida não o achava bom o suficiente. Não sabem como é difícil achar um jogador rápido, forte, atacante, que jogue pela ponta, volta rápido. Júnior Santos foi muito importante no nosso esquema tático ano passado. É importante dizer que o (André) Mazzuco não toma decisões, nem o (Alessandro) Brito. Sou eu. Estou cercado por pessoas que me trazem oportunidades e conselhos para a minha decisão. Brito sempre encontra atletas muito bons que ninguém está olhando. Ainda não tenho receita como Flamengo e Corinthians, para só trazer celebridades. Não conseguimos fazer isso. O Brito realmente vai encontrar oportunidades de mercado.

– Temos também que ter brincadeira no negócio. Tentamos Cavani, tentamos Matheus Pereira, mas queria salário exorbitante, não consigo competir com o mundo árabe. Quando olhar jogador especial, preciso ter certeza absoluta que vai performar. Se não tiver essa certeza, prefiro confiar no trabalho do Brito de escolher com inteligência.

– Vou falar do perfil que quero. Matheus Pereira é um grande jogador, mas melhor ainda pessoa de negócios. Quero jogador que venha pelo projeto, entregue com o coração e vista com o coração essa camisa. É o tipo de atleta que estou buscando.

Fonte: Redação FogãoNET

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