Apresentado oficialmente à imprensa nesta terça-feira (21/11) como novo técnico do Botafogo, Tiago Nunes contou uma história interessante de sua infância. Gaúcho de Santa Maria, o treinador tinha um time de botão com a equipe campeã brasileira de 1995, que tinha Wagner, Túlio Maravilha entre outros.
Tiago Nunes contou essa passagem para rebater o clima de desconfiança que existe no momento depois de uma sequência de jogos sem vitória e da perda da liderança do Campeonato Brasileiro-2023 para o Palmeiras, após um primeiro turno histórico.
– Sou gaúcho do interior, e o time da minha rua, de botão, campeão da rua, tinha Wagner, Wilson Goiano, Wilson Gottardo, Gonçalves e André Silva, Leandro Ávila, Jamir… Eu era um pouquinho retranqueiro, tinha às vezes Moisés, Marcelinho Paulista… Beto, Sérgio Manoel, Donizete e Túlio. Eu tinha 15 anos em 1995 e acompanhei esse título. Sempre tive na minha cabeça que uma equipe que é tão tradicional, repleta de tanta história, com tantos jogadores emblemáticos que passaram por essa instituição, naturalmente ela já tem uma mentalidade ganhadora, está no DNA do clube ser ganhador – disse Tiago Nunes.
– É claro que tanto tempo sem vencer gera uma desconfiança, angústia, tanto que se fala que o torcedor do Botafogo só vai comemorar o título dois dias depois para ver se realmente deu tudo certo. Acredito que esse torcedor tão sofrido é mais fiel, mais verdadeiro, está aqui nas boas e nas ruins. Tenho certeza de que o torcedor continua acreditando, com essa desconfiança, com essa preocupação, mas nada diferente do que viveu nesses 28 anos – completou.
Tiago Nunes exaltou o “novo Botafogo”, projetando que o clube se consolide na prateleira de cima do futebol brasileiro. Vale lembrar que ele assinou contrato até dezembro de 2025.
– É importante ressaltar que hoje o Botafogo já não é o mesmo. O Botafogo briga novamente por um título nacional. Quanto tempo faz que não se vive uma sensação de ansiedade como essa? Há algum tempo atrás se vivia a ansiedade reversa, se brigava para não cair. Tudo tem que ser colocado em perspectiva também. É claro que a vantagem de pontos que tinha antes, a confiança que gerou, gera até uma sensação ruim nesse momento. Mas relembrar ao torcedor que temos um grupo que colocou o Botafogo numa mudança de nível, de objetivo, de futuro, e por isso é que estou aqui também. Hoje não é mais momento de olhar para trás, é conseguir consolidar que o Botafogo esteja sempre brigando por títulos – afirmou o técnico, encerrando:
– Sabemos que existe uma comoção externa muitas vezes para que o Botafogo não ganhe, o Botafogo tem muitos inimigos e temos que estar cada vez mais próximos. Só vai se conseguir atingir o objetivo se o torcedor acreditar, até o último segundo do último jogo no Beira-Rio (contra o Internacional).