Centroavante do Mirassol, Tiquinho Soares voltou à “sua casa” (Estádio Nilton Santos), nesta quarta-feira (1/4), quando enfrentou o Botafogo pelo Campeonato Brasileiro. Antes da derrota por 3 a 2 para o Glorioso, ele se declarou ao clube em entrevista à jornalista Fernanda Maia.
– Representa muita gratidão, muito carinho, muito respeito, acho que o que eu vivi aqui com essa camisa foram dois anos e meio de muita intensidade. Três anos quase. Então, como eu falei, foi algo muito intenso, foi algo que eu não esperava, entendeu, receber esse carinho da torcida, principalmente. Então, é respeito, gratidão, carinho e amor, como eu falei, tem muito respeito por esse clube. Eu já ganhei em Portugal, já ganhei na Grécia, mas ganhar no Botafogo foi muito diferente. Porque eu fui sempre muito acarinhado pela torcida, então as homenagens que fizeram para mim e para o meu pai, quando ele faleceu também, foi algo que ficou marcado para mim, não vou esquecer – declarou Tiquinho.
O centroavante admitiu que ainda vislumbra um retorno ao Botafogo no futuro e não pensa em aposentadoria por ora.
– Parar o quê? De jogar? Ainda não. Ainda tem muita lenhazinha para queimar – disse Tiquinho.
– Eu ia te perguntar, o dia que você parasse, se você teria vontade de parar no Botafogo, por exemplo – emendou Fernanda Maia.
– É meu sonho, sabia? Quem sabe? – afirmou Tiquinho.
O jogador ainda relembrou como era ser ovacionado pela torcida do Botafogo no Nilton Santos.
– Arrepiava. Mas isso aí, toda vez que eu fazia um gol, você puxava a música e dava um tesão para você querer mais, fazer mais gols, entendeu? Para você correr mais. Porque escutar o grito lá é… Quem viveu lá no Nilton Santos era uma parada surreal. Então, dava mais gás, dava gás – completou.