O Botafogo perdeu por 3 a 0 para o Internacional, neste sábado (24/10), no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro, e quase não viu a cor da bola. Em entrevista coletiva, o técnico Tite admitiu a atuação ruim do time e pediu mais competitividade.
– Nós tivemos muito abaixo daquilo que a gente pode produzir. O Internacional foi o merecedor da vitória, talvez com um placar não tão dilatado. Com dois tempos distintos. Mas o primeiro tempo abaixo daquilo que nós podemos produzir.
– E nisso a gente buscar também, existem momentos que a gente tem que se tornar uma equipe mais competitiva. Esse é um aspecto importante que nós devemos ter em consideração em relação a esse jogo – afirmou.
Tite buscará sua primeira vitória fora de casa sob o comando do Botafogo no jogo contra o Remo na próxima quarta-feira (28), no Mangueirão, em Belém. A partida é válida pela 33ª rodada do Brasileirão.
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Parte coletiva
– Eu não gosto de falar muito de individualidades. É um contexto, começo por mim, em que todos nós estivemos abaixo. Nós estivemos taticamente abaixo, fisicamente abaixo, tecnicamente abaixo. O Internacional mereceu principalmente no primeiro tempo. O segundo tempo com grande atuação de goleiro, bola na trave, nosso time poderia ter marcado sim. Mas a vitória foi inconteste. Isso está muito claro.
Huguinho no banco
– A partir do momento que a gente acrescenta alguma coisa, você pode melhorar em outra. E ela está nos diversos setores. Ele é de meio-campo. Ele é de efetividade, dos homens de frente. Ele é dos homens de trás. Não tem essa individualidade. O que tem é um primeiro volante mais posicional. O Huguinho é mais box-to-box. Ele não é um jogador de força. Então aí está disputando com jogadores da função. O Domingos está disputando. Nós tínhamos o Kaio Pantaleão, que poderia estar disputando. O Allan que pode estar disputando. Os jogadores da função. Mas ele é um contexto em que todos nós estamos.
Discussão entre Marçal e Álvaro Montoro
– O momento de falada, sim. O momento de briga fica a teu critério (repórter). Não é assim. São falas que existem dentro do campo e quem não tem a compreensão de que em alguns momentos tem que ter a necessidade de falar com o outro atleta brigando, para que as coisas possam melhorar. E não ser passivo. Então é esse o sentido. Mas com muito discernimento. Aliás, pode pegar a entrevista do Marçal na sequência do jogo. Ele tem esse discernimento. E nós temos esse discernimento, que existem momentos de jogar, que existem momentos de competir. Que todos nós, por vezes, nos exaltamos. Mas com o devido respeito.
Danilo mais recuado
– Você vê que é uma situação de contexto. Não dá para a gente pegar. Quando eu pegar, se o técnico pegar a individualidade de um atleta, pode ser que seja mais ou menos dessa forma, é um conjunto da obra que foi menos. Se nós tivéssemos um primeiro melhor tempo, se nós tivéssemos uma condição depois de reproduzir o que foi no segundo tempo, aí apareceria o Danilo, ia aparecer Tiquinho, ia aparecer uma série de outra gente. Aí a gente entra na individualidade. Mas eu não consigo entender futebol se o teu conjunto não está legal. Se o teu conjunto não está legal, a individualidade não vai aparecer. Ou ela é muito difícil de aparecer.