Tite aceitou o desafio de treinar o Botafogo, após passagens por Flamengo e Cruzeiro e um tempo livre no mercado. Quem foi peça fundamental na contratação foi o presidente João Paulo Magalhães Lins. Foi o que contou o próprio técnico em entrevista ao site “GE”.
– O primeiro start que eu tive foi com o João Paulo (presidente), com quem eu havia trabalhado na Seleção Brasileira. Através dele, passando as ideias daquilo que era o Botafogo, da grandeza e da história do clube, recente, inclusive, não só do passado, tivemos uma sintonia. Ele é uma pessoa que tem muito feeling, muita percepção, e sabia cada detalhe do meu trabalho anterior. Isso me deu segurança para chegar ao Botafogo. No momento em que a necessidade da experiência se faz importante, o convite logo se aceita – disse Tite, que não demorou a aceitar.
– Quando veio o convite, eu quis ser leal comigo mesmo. Seria muito mais fácil assumir depois do jogo contra o Mirassol, mas isso não faz parte da minha conduta. Eu tinha que dar a resposta naquele momento, não ia esperar o jogo do Grêmio ou o do Mirassol para assumir. O convite foi feito, a decisão foi tomada. Isso é uma coisa minha, íntima. A partir daí, busquei todas as informações possíveis, desde a análise de dados até a fisiologia e o departamento médico. Avaliei o quanto o clube tem de informação, de estrutura, por trás para dar suporte ao atleta e gerar desempenho, para que o torcedor fique feliz com o que vê em campo e, claro, com a vitória. Sendo direto na tua resposta: estou acelerando todo esse processo de treinamento e de conhecimento dos atletas nas suas posições e funções – explicou.
O treinador, contudo, prefere não dar pistas sobre o time que vai escalar nos próximos jogos.
– Daria (para adiantar sobre o time), mas eu não quero e não vou fazer. Por quê? Porque vamos para jogos importantes em que, daqui a pouco, revelar um posicionamento pode ser uma dica para importante. Gostaria de dizer, mas, sendo leal, não vou conversar publicamente sobre posição e função de atleta – ponderou.