O Botafogo tem um defeito grave da finalização de jogadas, seja na conclusão a gol ou no passe. Em entrevista coletiva após a derrota por 2 a 1 para o Vasco, nesta quarta-feira, no Estádio Nilton Santos, pelo Campeonato Brasileiro, o técnico Tite admitiu o problema.
– A correção feita no intervalo e a passagem para os atletas. Todo momento que nós tínhamos um balanço defensivo, que trabalhava de um lado, falando em termos táticos, e saía do outro, nós conseguimos chegar numa zona já de conclusão e proporcionar uma melhor condição aos homens de frente. Às vezes estava apressado demais, eu falava calma, gelo na última parte, na hora do cruzamento, na hora da finalização. Um pouquinho mais de frieza, um pouquinho mais de gelo, os cruzamentos, tu ficou no último terço, aparecia, jogava, calma, que vai aparecer a melhor opção. Mas talvez pela própria emoção do jogo, talvez pela emoção de estar com o técnico novo, talvez pela grandeza do clássico e poder dar ao torcedor uma alegria. Isso tudo, trabalhar esses aspectos que eles são também da percepção da decisão da equipe no convívio – declarou Tite.
– Nós conseguimos, quando rompíamos a primeira linha do Vasco, nós chegávamos lá e criávamos oportunidade. E quando eles rompiam a nossa primeira linha, eles também chegaram de forma perigosa. Eu diria, sim, que às vezes em transição de contra-ataque, que dá pra neutralizar isso, nesse ponto de equilíbrio. Nós vamos treinar, tem situações específicas pra isso. Mas quando a gente rompia, e teve um jogo assim, foi um jogo que as duas equipes conseguiram romper e criar lances difíceis. Eu acho que o (Kauan) Toledo, a primeira bola que ele entrou, ela atravessou toda, e teve na sequência com o Júnior Santos também. E tinha um adversário, quando rompia essa primeira linha de marcação média, que também era perigoso. Digamos assim, que quem assistiu o clássico e que não participou de uma forma emocional do jogo, como eu participei, e outros que ficam assistindo o jogo, acham legal a quantidade de oportunidades – acrescentou.
O treinador alvinegro voltou a bater na tecla do equilíbrio como fundamental.
– Antes de conversar com vocês, ou quem me conhece já há mais tempo, sabe que eu sou um cara que procura equilibrar, inclusive estar equilibrado aqui, chateado para caramba com a derrota, chateado pela minha expulsão. Queria muito devolver todo o carinho que eu recebi do Botafogo em prol do trabalho, em prol do resultado. E eu sempre trago uma situação de equilíbrio das ações. Nós precisamos fazer gol, mas nós precisamos ter consistência defensiva. Não dá para fugir dessa. Encontrar essa forma, nós vamos buscar. É para o próximo jogo a gente ajustar e eu vou ficar pensando para ter um equilíbrio maior da equipe – concluiu.