Comprado por US$ 8 milhões (cerca de R$ 48 milhões), Júnior Santos ainda não emplacou no Atlético-MG. O ex-atacante do Botafogo desabafou sobre a falta de sequência e justificou que a forma de o time jogar é diferente. Ele foi vaiado após a derrota para o Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro.
– Às vezes o jogador vai começar o jogo, vai pegar o ritmo de jogo, vai entender mais o jogo. Então, é totalmente diferente. Não é falta de oportunidade. Às vezes, o treinador quer o resultado, e jogador não consegue mostrar. Então, assim, no Botafogo era um estilo de jogo diferente. Minha função era atacar mais as costas do adversário. Tem o meu ponto forte, de sair na cara do gol, em função do jogo que jogava no Botafogo, que era mais voltado à velocidade que tinha. Mas tenho que adaptar. Tendo sequência, meu desempenho vai ser outro – garantiu.
O Jacaré lamentou ter tido poucas oportunidades para jogar.
– A torcida tem toda razão. Eu não tenho tido ainda uma sequência. Dos jogadores que foram contratado, das grandes contratações, acho que fui o único que não tive uma sequência. Não gosto de ficar fazendo comparações. Mas o início foi difícil para todos jogadores, caso do Vitor Roque, que gosto muito também. Tem tido uma sequência, e agora está começando a deslanchar no Palmeiras. Preciso dessa sequência para ganhar mais confiança, ritmo de jogo. Para ser o Júnior Santos explosivo, que rompia bastante, causava muito perigo ao adversário – alegou.
– Não é falta de oportunidades. Tenho tido oportunidades, mas entendo o lado do treinador. Não é para dar corte e pegar como polêmica. Não é isso, só estou me posicionando pelas críticas e pelas pancadas. As vezes é o único momento do jogador se expressar. Entendo o lado do Cuca, ele que me trouxe para cá. Você traz o jogador pelo que viu. As coisas não têm acontecido nessa volta. Na parada, estava muito bem, terminei muito bem, fazendo gol – disse.