O Botafogo vendeu Savarino, uma das referências técnicas e destaque do time, no início do ano para o Fluminense por US$ 4,5 milhões mais a chegada de Wallace Davi. No entanto, o Glorioso não chegou a ver o cor do dinheiro. Segundo o ex-presidente Carlos Augusto Montenegro, todo o valor foi para o Lyon.
– Eu me surpreendo com coisas. O Savarino não queria sair do Botafogo, o Savarino adora o Botafogo, adorou o ambiente, adorou o clube, adorou tudo. Mas foi obrigado a sair, por causa do salário. Aí, o Fluminense ia fazer o cheque para o Botafogo. Aí a SAF Botafogo avisou: o cheque não é pro Botafogo, é pro Lyon. Como assim? Ele nunca jogou lá. Aí o Fluminense fez um cheque de US$ 4 milhões, sei lá, o preço combinado, pro Lyon. E o Savarino foi embora. Só uma coisa, o que que o Botafogo ganhou com isso? – indagou Montenegro, no canal “Gerações Botafoguenses”.
– O Savarino não era do Lyon. Estava registrado no Lyon. O ativo Savarino era do Lyon. Eu não sei como é que é esse negócio, no mundo do empresário esportivo, eu não sei, juro por Deus que eu não sei. Eu sei que o Fluminense pagou o Lyon. Mas aí a SAF Botafogo se livrou, entre aspas, do salário dele. E acabou se livrando do futebol dele. Uma coisa super necessária ainda. Então são coisas que, sabe, não dá pra gente explicar, não dá pra gente saber, tem que levantar isso com calma. Agora, vai levantando, porque o cheiro não é bom. Terrível. Quando tem um cheiro de gambá num lugar perto, numa gaveta ou outra, o cheiro não é bom. O não pagamento dos transfer ban, o estelionato com Almada, sabe, o aumento da dívida de R$ 1 bilhão para R$ 2,7 bilhões, o cheiro não é bom – cutucou Montenegro, criticando as negociações da era John Textor.
Em uma negociação confusa, o Botafogo vendeu direitos econômicos de Savarino ao Lyon em 2025, mas permaneceu com o jogador no elenco.