Vice dá detalhes de nova Botafogo S/A e trata como início do processo: ‘Sem dinheiro novo, virá colapso’

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Por FogãoNET

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Vinicius Assumpção, vice-presidente geral do Botafogo
Reprodução/Canal do TF

Vice-presidente geral e financeiro do Botafogo, Vinicius Assumpção abriu o jogo sobre a S/A, que terá o novo projeto votado nesta quinta-feira, pelo Conselho Deliberativo. Será discutida a transferência de ativos relacionados ao futebol para uma nova companhia por 50 anos (renováveis por mais 50), recebendo investimentos em troca.

Ao site “UOL”, Vinicius Assumpção falou sobre o assunto.

– É o início do processo. E não o fim. A gente tem tratado isso com muita cautela. Estamos tentando fazer o melhor para o Botafogo. A gente está diante de um mercado que não está de joelhos para investir no Botafogo. Há opções de montão. E temos que entender essa realidade. Ainda mais se o projeto do clube-empresa for aprovado no Senado. A concorrência aumenta. De qualquer forma, é um processo que está se iniciando, pode levar alguns meses. Mas temos que iniciar – explicou Vinicius Assumpção, que busca recursos imediatos para o clube.

– Estamos correndo desesperadamente atrás de dinheiro novo. A gente achava que iria entrar em colapso em abril. Fizemos tudo que é processo para melhorar um pouquinho o fluxo de caixa. Um freio para arrumação. Reduzimos despesas. Conseguimos ter um fôlego até julho, agosto, setembro. Mas é inevitável. Se não vier dinheiro novo, vamos entrar em colapso. Como vamos ter um problema financeiro desse no meio de uma Série B? É um desafio enorme. Mas a gente sabia que não seria fácil – acrescentou.

A nova Botafogo S/A prevê captação de recursos entre R$ 400 milhões e R$ 550 milhões, pagamentos de dívidas e metas esportivas como títulos relevantes. Porém, os itens são negociáveis.

– A nossa avaliação é que a S/A é necessária para que o clube possa ter volume e velocidade para voltar ao topo do futebol brasileiro. Mas não é só voltar à Série A. É para trazer conquistas. São cláusulas para proteger o Botafogo de algum aventureiro. A gente precisa proteger o clube. São propostas que vão entrar na mesa de negociação. Se o fundo de investimento disser que em vez de colocar prazos para conquistas, ele vai vai investir x milhões a cada x anos, isso pode ser modificado e o Conselho volta a debater o assunto – ressaltou.

Fonte: Redação FogãoNET e UOL

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