É claro que queríamos o título. O Botafogo é gigante, precisa ser campeão. O sentimento foi de muita tristeza com a eliminação nas quartas de final da Libertadores. Perplexidade. Consternação. Esse grupo de jogadores trouxe o orgulho e a esperança de volta ao torcedor botafoguense. É hora de mantermos essa comunhão. O ano não acabou.

Faltam 14 rodadas para atingir o nosso principal objetivo a partir de agora: ficar entre os quatro primeiros do Campeonato Brasileiro para conseguir uma vaga direta à fase de grupos da Libertadores de 2018. Nós vimos o que foi jogar as fases preliminares. Podendo evitar é melhor. Mas, ficando no G-6 (ou G-8, dependendo das outras competições), está bom.

O CRÉDITO DA FOTO É OBRIGATÓRIO: Vítor Silva/SSPress/Botafogo

Eles resgataram nosso orgulho e nossa auto-estima: seguiremos juntos!

Atualmente, o Botafogo está na sétima colocação, com 37 pontos. O Grêmio, vice-líder do Brasileiro, tem 43. O Santos, terceiro colocado, 41. E o Palmeiras, quarto, 40. Teremos uma sequência de jogos contra equipes que estão brigando na parte de baixo da tabela. O Glorioso, nosso grande amor, vem de três vitórias seguidas. Temos que manter esse embalo.

Desde a recuperação no meio do Brasileiro-2016, com a chegada de Jair Ventura, esse grupo de jogadores trouxe a auto-estima de volta aos alvinegros. Rodrigo Pimpão, Bruno Silva, Gatito, Carli, só para citar alguns, souberam o que é vestir a gloriosa camisa alvinegra. Batalharam muito, nunca deixaram de lutar. E esse espírito tem que continuar, a começar por nós.

No duelo contra o Grêmio, ficamos mais 180 minutos sem marcar um gol. Temos falhas. Mas se o juiz dá aquele pênalti no primeiro jogo… E o Barrios, no gol decisivo, estava em posição duvidosa. O Grêmio, apontado por muitos como o melhor time do Brasil, passou sufoco em casa contra nós no primeiro tempo. Poderíamos ter tido melhor sorte. Mas é o futebol.

Terminado o sonho da Libertadores, vamos começar a planejar o ano que vem, e aí vem as armadilhas: não podemos focar nisso e deixar de lado o Brasileiro. Isso é trabalho para a diretoria, e Antônio Lopes tem vasta experiência no assunto, vai saber levar. A primeira medida é garantir a permanência de Jair Ventura. Esse cara precisa ser nosso técnico por alguns anos.

O CRÉDITO DA FOTO É OBRIGATÓRIO: Vítor Silva/SSPress/Botafogo

Esta quinta-feira está sendo doída. É difícil falar de orgulho quando poderíamos estar a apenas quatro jogos da glória eterna. Mas a incrível participação do Botafogo nesta Libertadores criou uma casca. O bicho não é tão feio como parece. Precisamos disputá-la todos os anos, até ganhar. Melhorar nosso ranking para fugir dos campeões – se bem que nesse ano isso não foi problema.

Por isso, pedimos aqui que os ânimos não se arrefeçam. Domingo agora, o Botafogo enfrenta o Coritiba lá. Depois, no dia 1º, um domingão pela manhã, o Fogão recebe o Vitória no Nilton Santos. Ótima oportunidade para a diretoria chamar a nossa torcida com preços populares, numa forma de agradecimento ao grupo pela campanha na Libertadores e de demonstração de que não iremos abandoná-lo.

Obrigado! Ano que vem tem mais!

O Botafogo somos nós, e esse sentimento que ninguém entende vai permanecer. Precisa permanecer. Vamos continuar fortalecendo o programa de sócio-torcedor. Sabemos que as condições financeiras não são as melhores no nosso clube, e se não for o apoio de todos nós tudo ficará mais complicado. É hora de nos unirmos ainda mais. Dia 1º, todos ao Niltão!

Saudações alvinegras! Sempre!