Análise: atacante de estilo parecido ao de Navarro, Erison chega ao Botafogo para tentar repetir a fórmula de sucesso

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Erison, do Brasil-RS, negocia com o Botafogo
Volmer Perez/GEB

O Botafogo acertou seu primeiro reforço para a temporada de 2022. O atacante Erison foi comprado por um investidor (Kirin Soccer) pelo valor de R$1,3 milhão e será repassado ao clube. Segundo o jornalista Thiago Franklin, o acordo prevê um contrato de dois anos e 50% do lucro de uma futura transferência para o Glorioso. O jogador de 22 anos chega para preencher o espaço deixado pela saída de Rafael Navarro e deve aproveitar o Carioca para mostrar serviço.

Revelado pelo XV de Piracicaba, o atacante se destacou em 2021 atuando por empréstimo no Brasil de Pelotas. Na Série B, tomou gosto pelas redes e marcou oito gols em 19 jogos. No primeiro semestre, jogou a Série A2 do Paulistão pelo time do interior paulista e marcou um gol em 14 jogos. Em 2020, Erison também teve uma experiência na Série B emprestado ao Figueirense, onde jogou ao lado de Diego Gonçalves. No time catarinense, foram três gols em dez partidas. Embora as duas passagens do atacante pela Série B tenham terminado com o rebaixamento de suas equipes, conseguiu mostrar evolução e se destacar individualmente no último ano.

Análise Erison

Erison tem 1,80m e alia força para encarar os zagueiros com um poder de arranque e velocidade interessantes. Canhoto, chegou a jogar aberto pelo lado direito no Figueirense, com um centroavante de referência. Mas foi como centroavante no time gaúcho que chamou a atenção para o seu futebol, com um chute forte na perna esquerda e um estilo de jogo físico de contato que lembra, em alguns aspectos, o de Rafael Navarro.

A análise de suas estatísticas no Brasil de Pelotas não pode deixar de considerar a miséria coletiva que o time apresentou em 2021. Para o bem ou para o mal, a pobreza tática da equipe interferiu em seus números. Mérito de Erison, que soube agarrar a oportunidade de aparecer individualmente em meio ao caos. Por exemplo, atuando em apenas um turno, segundo o Footstats, liderou com folga o time gaúcho em finalizações certas (22), com uma ótima média de 52% de acerto nos chutes. Ainda sobre as finalizações, 19%, aproximadamente uma a cada cinco, terminaram no fundo das redes. Outro dado interessante foi o aproveitamento das oportunidades claras de gol: cinco chances e cinco gols. O mesmo aproveitamento não foi atingido por seus companheiros e Erison terminou sem nenhuma assistência na competição, apesar dos 18 passes para finalização.

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Mas a desorganização tática da equipe, que invariavelmente culminou em um excesso de soluções improvisadas, também alavancou alguns números ruins. Erison terminou com a maior média de perdas de posse de bola do campeonato, cinco por jogo (empatado com outros cinco jogadores). Mesmo considerando a influência do fator coletivo, há espaço para evolução na leitura das situações da partida e na tomada de decisões em campo, o que é natural para um jogador jovem com apenas 63 jogos como profissional.Por fim, o atacante cometeu 45 faltas nas 19 vezes que entrou em campo pelo Brasil, número alto que indica muito trabalho defensivo a ser feito para se tornar mais efetivo nas recuperações de bola no campo de ataque.

Erison tem pouco mais de dois anos de carreira como profissional e alcançou projeção nacional pela primeira vez em 2021. Agora, tem o maior desafio da breve carreira: provar seu valor no mais alto escalão do futebol brasileiro, enfrentando times e zagueiros de níveis superiores. Aproveitar as oportunidades no Cariocão é importante para ganhar espaço no elenco, uma vez que o Botafogo deve continuar procurando um centroavante titular até o início do Campeonato Brasileiro.

Fonte: Redação FogãoNET

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