Análise: bom na defesa e com a bola no pé, Cuesta pode cumprir função fundamental no Botafogo

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Victor Cuesta, zagueiro do Internacional
Site oficial/S.C. Internacional

Pintou mais um reforço em General Severiano. O Botafogo foi buscar Victor Cuesta no Internacional por empréstimo até o final da temporada. O zagueiro argentino de 33 anos chega para reforçar a defesa alvinegra e também contribuir na fase ofensiva, oferecendo mais opções na saída de bola pelo lado esquerdo. A chegada do jogador é mais um acerto da direção do futebol alvinegro em identificar jogadores acima da média em momentos de baixa em seus clubes.

Na Argentina, Cuesta começou a carreira no Arsenal de Sarandí. Passou ainda por Defensa y Justicia e Huracán, mas foi no Independiente que alcançou o auge de sua forma física e técnica. No Rey de Copas, entre 2015 e 2016, disputou 85 jogos e conquistou uma vaga na seleção argentina que disputou a Copa América Centenário. Em 2017, o Internacional apostou no zagueiro para a reconstrução do time que disputaria a Série B e o comprou por dois milhões de euros. Consolidou-se como uma referência da defesa colorada disputando 270 jogos em cinco temporadas e conquistando prêmios individuais como a Bola de Prata e Melhor Quarto Zagueiro do Brasileirão, ambos em 2018.

Análise Victor Cuesta

Com 1,87m, Cuesta é um excelente protetor da área, com médias de disputas aéreas vencidas sempre próximas dos 70%, em sua passagem pelo Colorado. Em suas melhores temporadas pela equipe gaúcha, entre 2018 e 2020, também esteve sempre brigando pelo topo no número de ações defensivas nos campeonatos disputados. O alto nível de foco e concentração é chave no bom desempenho do zagueiro em campo. Em lapsos de desatenção ou excesso de autoconfiança, o jogador se expõe a erros técnicos, de posicionamento e em tomadas de decisão.

E com a bola no pé esquerdo o zagueiro também apresenta características muito úteis para a construção ofensiva de seu time. No último Campeonato Brasileiro, registrou 83% de acerto nos passes, com aproveitamento de 70% no campo de ataque, um ótimo registro para um jogador de defesa e que arrisca muitos passes em progressão. Das cinco assistências de Cuesta na competição, quatro foram em cruzamentos precisos para a área.

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A habilidade com a bola faz o argentino chegar para cumprir uma função tão desejada pelos treinadores que gostam de construir o jogo a partir da defesa. O zagueiro canhoto é peça chave em sistemas de jogo como o de Luís Castro. Atuar com um canhoto pelo lado esquerdo da zaga abre linhas de passe para a distribuição da bola seja no passe curto ou longo. No passe curto, o passe com a perna esquerda para o lado esquerdo permite que a bola tenha uma trajetória mais distante do marcador. No passe longo, é possível lançar a bola fazendo o arco para dentro do campo, facilitando o domínio.

Análise Victor Cuesta

Durante sua passagem pelo Internacional, Víctor Cuesta construiu uma boa imagem no cenário nacional baseada em sua técnica e liderança em campo. A temporada ruim dos gaúchos em 2021, terminando o Brasileirão em 12º lugar, e o início de 2022 claudicante, acumulando eliminações no Estadual e na Copa do Brasil, minaram a relação do zagueiro com a torcida. Um novo começo, em um novo projeto de futebol proposto pelo Botafogo, pode ser o que as duas partes precisam para voltar a brilhar no futebol brasileiro.

Fonte: Redação FogãoNET

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