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Análise: Chamusca muda, mas vê Botafogo inoperante contra Portuguesa com um a menos

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Blog da Redação

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Análise Botafogo x Portuguesa

Atuando com um jogador a mais desde o primeiro tempo, o Botafogo não passou de um empate em 1 a 1 com a Portuguesa no Giulite Coutinho. O gol alvinegro foi marcado no primeiro minuto por Felipe Ferreira. O resultado colocou o Glorioso no G4 com 11 pontos, mas os jogos da rodada podem devolver o time ao sexto lugar.

O aproveitamento de 28% em finalizações, quarto pior do campeonato, e a média baixa de 3,4 chutes em direção ao gol por jogo preocuparam Marcelo Chamusca antes do confronto com a melhor defesa da competição. A Portuguesa sofreu somente dois gols nas sete primeiras rodadas. O treinador sabia, portanto, que o desafio para o Glorioso alcançar um bom resultado passaria por aumentar não apenas a eficiência, mas também a quantidade de chances criadas pelo sistema ofensivo.

Visando a corrigir a baixa produtividade do ataque alvinegro, Rafael Navarro apareceu como titular, formando dupla com Matheus Babi. Depois de entrar bem e participar diretamente de jogadas de gols nas últimas duas partidas, Navarro foi a campo para conferir maior poder nas finalizações e profundidade do ataque. Na criação, Ricardinho ganhou a vaga e a braçadeira de capitão. A entrada do meia mudou o perfil do meio-campo. Se Ricardinho não oferece a mesma dinâmica e entrega física de Kayque, o jogador de 35 anos tem maior qualidade no passe. Entre os quatro grandes, o Alvinegro é o time que menos trocou passes certos no Cariocão, com média de 338 por jogo, mas em lançamentos tem o terceiro melhor aproveitamento do campeonato, com 40% de acerto.

Análise Botafogo x Portuguesa

As mudanças também trouxeram um novo sistema tático, o 4-4-2. Chamusca seguiu a procura por alternativas táticas que façam a equipe apresentar um rendimento consistente e equilibrado entre defesa e ataque. E o resultado das alterações apareceu em menos de um minuto. Após jogada em que Babi se apresentou na função de pivô, Marcinho deu sequência pela esquerda e três jogadores apareceram na área como opção de passe. O camisa 39 rolou para trás e Felipe Ferreira concluiu para o gol. O ataque ao espaço gerado pela movimentação do centroavante foi fundamental para que o ponta alvinegro pudesse ter facilidade no momento de escolher a melhor jogada.

O gol relâmpago fez a Portuguesa sair para o jogo em busca do empate. O time da Ilha do Governador chegou a ter 61% da posse de bola no primeiro tempo. O Botafogo até tentou subir a marcação para pressionar a saída de bola, mas a falta de coordenação provocou espaços na defesa. Depois de alguns ataques perigosos e de seguidas transições defensivas ruins de Felipe Ferreira e Marcinho, a solução foi recuar e compactar as duas linhas de quatro no campo de defesa, com todos os jogadores atrás da linha da bola.

Análise Botafogo x Portuguesa

Mesmo com um a mais depois da expulsão de Muniz aos 40 minutos, o Glorioso teve apenas 40% da posse de bola e trocou 126 passes certos, contra 245 da Lusa. E além de acertar menos passes, também errou mais. Foram 21 passes errados, contra nove do adversário. Os números dão o tom de uma primeira etapa em que o Botafogo saiu com a vitória parcial, mas, devido ao pouco entendimento da nova formação, sentiu a falta de um jogo apoiado com mais aproximação e movimentação.

Na volta do intervalo, Chamusca sacou Paulo Victor e Matheus Babi para as entradas de Sousa e Kayque. As substituições colocaram o Glorioso no já conhecido 4-2-3-1, com Ricardinho adiantado na faixa central. Sousa entrou para reforçar o lado esquerdo da defesa, onde PV sofreu com a falta de ajuda na marcação. Kayque entrou para aumentar a intensidade no meio-campo alvinegro exercendo suas funções de suporte na defesa e chegada no ataque. Apesar da boa participação no lance do gol, Matheus Babi teve atuação fraca e, caso continue no clube, tem sua titularidade cada vez mais questionada.

O cenário do primeiro tempo, no entanto, continuou na segunda etapa. Bem organizada com dez jogadores em um 4-4-1, a Portuguesa manteve o alto índice de posse e conseguiu promover jogadas em superioridade numérica. Apesar de cumprir bom papel tático, Kayque não repetiu suas últimas boas exibições, errou passes e abusou da individualidade em alguns lances. Sousa passou pelos mesmos apuros que Paulo Victor e ainda mostrou dificuldades técnicas com a bola nos pés. Ronald e Marco Antônio entraram, repetindo o padrão de alterações que o treinador tem efetuado nos jogos. Em ataques posicionais, com pouco espaço para imprimir sua velocidade, Ronald mostrou mais uma vez pouca produtividade.

Análise Botafogo x Portuguesa

Aos 26 minutos do segundo tempo, a sequência de erros de marcação foi castigada. Nova jogada pelo setor esquerdo da defesa alvinegra e gol de Chay para empatar o placar. O gol premiou o time que buscou mais o jogo e finalizou mais vezes ao gol. Satisfeita com o empate nas condições da partida, a Portuguesa recuou e passou a jogar no contra-ataque. Jogando com a posse da bola pela primeira vez no jogo, o Botafogo não foi capaz de pressionar o adversário. Matheus Nascimento, que entrou na reta final, teve grande chance de marcar seu primeiro gol e dar a vitória ao Glorioso, mas foi travado em cima da hora. O jogo terminou e a decepção ficou do lado alvinegro pela inoperância e incapacidade de fazer valer em campo sua superioridade numérica.

Análise Botafogo x Portuguesa

Restando ainda nove pontos em disputa na Taça Guanabara, o Botafogo voltará a campo no próximo domingo (11) para enfrentar o Volta Redonda.

Números do jogo:

Posse de bola – BOT 46% x 54% POR
Passes certos – BOT 318 (87% acerto) x 377 (95%) POR
Bolas longas – BOT 10/20 (50%) X 16/42 (38%) POR
Cruzamentos – BOT 5/19 (26%) x 2/26 (8%) POR
Finalizações – BOT 12 (4 no gol) x 15 (4) POR
Desarmes – BOT 7 X 11 POR
Faltas cometidas – BOT 32 X 20 POR

Fonte: Redação FogãoNET

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