Análise: ‘La décima’! Marca de dez vitórias em 12 jogos do Botafogo com Enderson chega no confronto com Náutico de Chamusca

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Análise Botafogo x Náutico

A décima vitória do Botafogo em 12 jogos sob o comando de Enderson Moreira foi sobre o Náutico, do ex-treinador alvinegro Marcelo Chamusca. No Nilton Santos, o time saiu atrás e virou o jogo, vencendo por 3 a 1, gols de Luís Oyama e Rafael Navarro duas vezes. O Glorioso chegou aos 44 pontos e ocupa, temporariamente, a segunda posição, abrindo seis pontos à frente do quinto colocado.

O confronto é uma boa oportunidade para uma comparação entre os números de Chamusca e de seu sucessor Enderson Moreira no comando do time. Em dez jogos, o antigo treinador conquistou apenas 13 pontos, com apenas três vitórias, quatro empates e três derrotas. Marcou 15 gols e sofreu 14. A principal característica do time treinado por Chamusca era criar chances de gol na mesma medida em que as desperdiçava. Das 21 oportunidades claras de gol, o time desperdiçou 15.

Enderson treinou a equipe em 12 jogos e conquistou 31 pontos, com dez vitórias, um empate e uma derrota. Marcou 21 gols e – aqui a principal diferença – sofreu somente cinco. O treinador organizou o time defensivamente, que, sem a pressão de marcar para correr atrás de resultados, passou a aproveitar melhor as chances. Com Enderson Moreira foram 29 criadas e 12 desperdiçadas.

Análise Botafogo x Náutico

Para o jogo deste sábado, nenhuma novidade na escalação. Carli seguiu fora, por causa de uma entorse no tornozelo esquerdo, e Gilvan formou a dupla de zaga com Kanu. Carlinhos ganhou a posição na lateral-esquerda e Jonathan Silva seguiu no banco. O treinador mantém o respeito pelo o que o campo mostra em detrimento ao que potencialmente especula-se que o time possa apresentar com outras peças em campo, como é o caso de Luís Oyama. Diego Gonçalves, recuperado de lesão, também não teve lugar garantido no time e foi para o banco, enquanto Warley e Marco Antônio atravessam boas fases.

Mas o começo do jogo foi todo do time pernambucano. Desde o primeiro minuto, o Náutico controlou a posse de bola, trocou passes e jogou no campo de ataque. O quarteto ofensivo do adversário teve facilidade para encontrar espaço entre as linhas da marcação e rondou a área sempre com muito perigo. Passiva, a defesa do Botafogo apenas observou a movimentação e a troca de passes. Também ficou evidente a diferença de intensidade quando o Náutico não teve a bola. Pressão alta e muitos erros forçados na saída de bola alvinegra.

Não tardou para o Alvirrubro abrir o placar. Na primeira finalização, depois de um lance que cruzou a área de um lado para o outro e voltou para a entrada da área, Jean Carlos bateu de canhota, acertou o canto e Diego Loureiro nem se mexeu. O gol foi reflexo do começo do jogo de dois times em rotações diferentes. Do banco, ouviu-se o auxiliar Luis Fernando, que comandou a equipe enquanto Enderson cumpriu o último jogo de suspensão, reclamando da lentidão e do excesso de erros de passe.

Análise Botafogo x Náutico

No Botafogo, Rafael Navarro e Chay se destacavam. E foi a luta de um e o talento do outro que motivaram o time a melhorar. Oyama entrou no lugar de Pedro Castro, lesionado. A equipe passou a valorizar a posse com mais capricho no passe e ser bastante vertical para chegar algumas vezes com perigo no gol defendido por Alex Alves. A defesa pernambucana ofereceu muito espaço, quando a última linha precisou subir para acompanhar o resto do time. Chay e Marco Antônio aproveitaram esse espaço na entrada da área para levar o Botafogo à frente. O Glorioso, que chegou a ter apenas 35% da posse de bola nos primeiros 15 minutos, terminou o primeiro tempo com 54%.

Com o controle do jogo nas mãos, o Botafogo ocupou o campo de ataque, mas teve dificuldade em chegar ao gol. Marco Antônio teve boas chances de fora da área e dentro da pequena área em lance difícil. Navarro correu bastante, procurou tabelas e finalizou dentro da área com muito perigo. Mas foi só aos 40 minutos que o Glorioso chegou ao empate. Barreto recebeu na direita e não se precipitou. Segurou a bola, teve paciência e encontrou Oyama por dentro. Com espaço a sua frente, o volante avançou, chutou de fora da área e contou com desvio na zaga para vencer o goleiro adversário. Destaque para a movimentação de Chay, responsável por abrir caminho para a subida de Luis Oyama.

Análise Botafogo x Náutico

O empate foi o resultado mais justo para terminar o primeiro tempo. Se o Náutico foi muito superior até abrir o placar, na maior parte dos 45 minutos iniciais o Botafogo foi superior. Terminou a primeira etapa com sete finalizações contra somente duas do adversário. No intervalo, Luis Fernando trocou Warley por Diego Gonçalves. O atacante entrou para pressionar ainda mais a última linha de defesa do Naútico e ser mais uma opção próxima ao gol. A troca fez Marco Antônio voltar para o lado direito, por onde atuou na maior parte dos jogos com Enderson.

E o segundo tempo começou como terminou o primeiro: o Botafogo em cima do rival em busca do segundo gol. E foram precisos não mais que cinco minutos para conseguir o objetivo. Na sequência de um lance em que os jogadores alvinegros pediram pênalti, o Náutico tentou puxar um contra-ataque, mas Daniel Borges fez excelente desarme. A bola ficou com Chay que invadiu a área e bateu forte e cruzado. O rebote do goleiro para o meio da área caiu nos pés de Rafael Navarro que completou para o fundo das redes.

Depois do gol, o Botafogo seguiu na pressão e esteve mais perto de conseguir o terceiro que sofrer o empate. Até a metade do segundo tempo, o time foi dominante e impôs o seu ritmo no jogo. Na metade final, a equipe perdeu intensidade e os pernambucanos equilibraram a partida. O Botafogo pareceu sofrer fisicamente, o que impediu a manutenção do controle. Gilvan e Marco Antônio saíram machucados. Chay também deixou o campo muito desgastado.

Análise Botafogo x Náutico

No final, erros de lado a lado aparentemente manteriam o placar em 2 a 1. O Náutico tentou pressionar, mas não teve capacidade de furar a defesa alvinegra. O Botafogo até tinha dificuldades em encaixar os contra-ataques, mas já nos acréscimos, roubada de bola de Luiz Henrique, boa arrancada de Diego Gonçalves e gol de Navarro, o nono dele na Série B. Vitória importante e contundente sobre um adversário que também está na briga pelo acesso. Mais importante: o Glorioso abriu seis pontos de vantagem sobre o Guarani, o primeiro fora do G4.

A solidez defensiva, principal diferença entre o time treinado por Enderson e o de Chamusca, foi fundamental para segurar o resultado. Olhar o time pernambucano também é reconhecer alguns problemas daquele time do Botafogo treinado por Chamusca. Muita pressão no início, uma oscilação abrupta de intensidade, um time que recua excessivamente depois de abrir o placar e um sistema defensivo confuso e inseguro. Por sorte, esse time parece pertencer a um passado já distante na memória alvinegra. O Botafogo agora vai até Maceió enfrentar o CSA na próxima quinta-feira (23). Os alagoanos estão em 12º lugar e nessa rodada voltaram a vencer depois de quatro jogos.

Números do jogo: (Sofascore)

Posse de bola – BOT 48% x 52% NAU
Passes certos – BOT 278 (78%) x 300 (77%) NAU
Cruzamentos – BOT 7/18 (39%) x 2/18 (11%) NAU
Bolas longas – BOT 33/65 (51%) X 34/65 (52%) NAU
Dribles – BOT 5/11 (45%) x 5/10 (50%) NAU
Finalizações – BOT 20 (9 no gol) x 10 (3) NAU
Finalizações dentro da área – BOT 10 X 2 NAU
Chances claras – BOT 3 x 0 NAU
Duelos ganhos – BOT 42 x 37 NAU
Desarmes – BOT 12 X 12 NAU
Cortes – BOT 16 x 12 NAU
Interceptações – BOT 14 x 9 NAU
Faltas – BOT 13 x 11 NAU

 

Fonte: Redação FogãoNET

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