Análise: entrada de Chay é determinante para Botafogo arrancar empate com Atlético-GO em Goiânia

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Análise: entrada de Chay é determinante para Botafogo arrancar empate com Atlético-GO em Goiânia
Vitor Silva/Botafogo

Na base da pressão, do sufoco, o Botafogo conseguiu buscar o gol de empate com o Atlético Goianiense no apagar das luzes. Depois de um primeiro tempo de pouca inspiração no ataque e uma falha grave de Diego Loureiro no início da segunda etapa, o Glorioso conseguiu se reorganizar para pressionar o adversário e chegar ao gol. Depois de algumas atuações sem muito brilho, Chay saiu do banco para comandar o time e foi fundamental no lance do gol.

Procurando manter a boa fase como visitante, Luís Castro fez quatro mudanças em relação ao time que venceu o Ceilândia na última quarta-feira. Saíram Barreto, Del Piage e Patrick de Paula para as entradas de Luís Oyama, Lucas Piazon e Lucas Fernandes. O artilheiro Erison voltou ao comando do ataque, substituindo Matheus Nascimento. A rotação provocada pela sequência de jogos e viagens expõe já alguma profundidade no elenco, com jogadores que contam com a confiança do treinador. Mostra também a assimilação do trabalho da nova comissão técnica que permite variações no estilo de jogo da equipe.

Análise Atlético-GO x Botafogo

Com o trio de meias interiores ainda à procura do melhor entendimento e ocupação dos espaços, foram os dois pontas que movimentaram o ataque alvinegro e impuseram a intensidade necessária. Buscando as diagonais da direita para a faixa central, Gustavo Sauer foi o responsável pelas duas primeiras finalizações da equipe. Com menos espaço e menos companhia na esquerda, Victor Sá também tentou bastante, mas produziu menos.

Um trunfo importante do time foi a pressão alta. A marcação forte no campo de ataque do adversário limitou as possibilidades da equipe goiana e proporcionou muitas retomadas de posse de bola para o Botafogo. Apenas nos primeiros 22 minutos, foram seis desarmes, com destaque para o comando de Oyama na subida de pressão. Sem alternativas na saída de jogo, o Atlético abusou do jogo direto, com bolas longas buscando o espaço às costas da linha alta da defesa alvinegra.

Análise Atlético-GO x Botafogo

Oyama foi destaque também na fase ofensiva pouco inspirada do time. O jogador foi o meia com mais posse de bola no primeiro tempo e foi o foco na organização do jogo alvinegro. O Botafogo teve 59% da posse na primeira etapa, circulou bastante a bola de lado a lado, com 235 passes certos e 92% de aproveitamento. No entanto, faltou profundidade para criar ocasiões concretas de gol. Lucas Piazon não conseguiu dar dinâmica e velocidade na bola para chegar ao ataque ou municiar seus companheiros.

A falta de entrosamento fica evidente em muitos momentos. A ausência de movimentações e jogadas bem assimiladas, que funcionem de forma automática para os jogadores, prejudica o jogo coletivo e aumenta o número de erros em tomadas de decisão. A equipe ainda fica dependente de escolhas individuais e improvisos para causar desequilíbrios no ataque.

Análise Atlético-GO x Botafogo

No total foram cinco finalizações, todas erradas, nos primeiros 45 minutos. Durante o intervalo, Castro tentou corrigir os problemas ofensivos sem promover substituições, mas não houve tempo para avaliar alguma melhoria no time. Aos seis minutos, Diego Loureiro errou passe na saída de bola e cometeu falha bizarra em um chute de Marlon Freitas de fora da área. A falha evidencia a necessidade da contratação de mais um goleiro para o elenco. Com Gatito assistindo ao jogo no banco, Diego mostrou que ainda não atingiu o nível necessário para jogar uma Série A.

O Botafogo sentiu o gol e viu o Atlético crescer na partida. Aos 12 minutos, Patrick de Paula e Chay entraram nos lugares de Lucas Fernandes e Piazon. Castro buscou repovoar o meio-campo que estava sendo controlado pelos goianos. A entrada de PK melhorou a distribuição na saída de bola, dividindo a responsabilidade com Oyama. Ao cair pelo lado esquerdo, Chay fez Victor Sá crescer no jogo.

Buscando o empate, o Glorioso foi para cima e encurralou o adversário no próprio campo. Aos 28, em boa jogada de Luís Oyama e Victor Sá, o time chegou a ter um pênalti a seu favor anulado após consulta ao VAR. A postura defensiva do adversário, que não ameaçava nem mesmo em contra-ataques, permitiu uma alteração ousada por parte de Luís Castro. Saíram Oyama e Gustavo Sauer – apagado no segundo tempo -, entraram Diego Gonçalves e Matheus Nascimento. Com Chay e Patrick posicionados como meias, a equipe formou um 4-2-4 para ter mais opções na área.

Análise Atlético-GO x Botafogo

Depois de muita pressão, aos 50 minutos, no último lance do jogo, Chay lançou Saravia que cruzou para área e contou com desvio de Leandro Barcia contra o próprio gol. Destaque para Chay que entrou bem, melhorando a distribuição da bola no campo de ataque, e Saravia, que apareceu pouco na linha de fundo, mas teve boa atuação atacando bastante por dentro como um lateral construtor.

Depois de três jogos longe de casa, o Botafogo volta ao Nilton Santos no próximo domingo, às 11h, para enfrentar o Juventude pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro.

Números do jogo: (Footstats)

Posse de bola – BOT 61% x 39% AGO
Passes certos – BOT 449 (91%) x 232 (87%) AGO
Finalizações – BOT 14 (2 no gol) x 8 (2) AGO
Assistências para finalização – BOT 12 x 6 AGO
Desarmes – BOT 17 x 20 AGO
Interceptações – BOT 5 x 4 AGO
Cruzamentos – BOT 5/29 (17%) x 4/12 (33%) AGO
Lançamentos – BOT 10/29 (34%) x 17/38 (45%) AGO
Viradas de jogo – BOT 3 x 6 AGO
Dribles – BOT 2 x 3 AGO
Perdas de posse de bola – BOT 38 x 27 AGO
Faltas – BOT 5 x 11 AGO

Fonte: Redação FogãoNET

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