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Análise: evolução tímida do Botafogo em vitória sobre Nova Iguaçu mostra caminhos para trabalho de Chamusca

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Blog da Redação

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Análise Nova Iguaçu x Botafogo

Com golaço de Pedro Castro e drama no fim, o Botafogo venceu o Nova Iguaçu por 1 a 0 e garantiu a classificação para a final da Taça Rio. Muito superior ao adversário durante a maior parte do encontro, o Glorioso sofreu para transformar o domínio em chances claras de gol. A vitória também aliviou a situação de Marcelo Chamusca.

Pressionado por resultados ruins, desempenho fraco e escolhas que não se justificam em campo, o treinador promoveu novas mudanças. Para um jogo em que só a vitória interessava, escolheu trocar a solidez defensiva de Jonathan, líder de desarmes do time no campeonato, pela velocidade e profundidade de Warley. A ideia era ter os dois laterais dando amplitude para abrir a defesa do Nova Iguaçu. A entrada de Ronald também indicou que o treinador percebeu a falta de jogadas de linha de fundo no lado direito como um problema recorrente da equipe. No meio-campo, Romildo foi opção no lugar de Rickson por mais segurança no passe na saída de bola e organização de jogadas.

Análise Nova Iguaçu x Botafogo

O jogo começou com a mesma cara do encontro do último domingo. Posse de bola para o Botafogo que ocupou o campo ofensivo. Pedro Castro mais uma vez fez a função de buscar aproximação para tabelas e triangulações com Matheus Nascimento. Marco Antônio abriu o corredor pelo lado esquerdo para as subidas de Paulo Victor. Pela direita, a principal diferença. Ora Ronald abriu junto à linha lateral para receber a bola em profundidade e procurar o cruzamento, ora Warley foi o jogador mais aberto na última linha de ataque. A evolução do time com essa formação foi notória. Com a alternativa de jogo pelo lado direito, o Alvinegro foi menos previsível e conseguiu trocar passes e articular jogadas perigosas próximo à área do adversário. Pedro Castro acertou o travessão em boa trama de ataque com Marco Antônio.

O Nova Iguaçu, que jogava pelo empate, fechou a defesa e o Botafogo não deu chances para o time da Baixada puxar contra-ataques. Diferentemente dos jogos anteriores, a pressão na marcação foi eficaz para retomar a posse com rapidez ainda no meio-campo e impedir ameaças à defesa. Faltou ao Glorioso, no entanto, a dinâmica de jogadas e movimentações treinadas para que a fluidez do ataque fosse mais natural e não tão dependente de decisões e inspirações individuais. Com até seis jogadores atacando a última linha da defesa adversária, por vezes o que se viu foi um sistema ofensivo organizado em um 3-1-6 e, consequentemente, um número elevado de lançamentos forçados e errados.

Análise Nova Iguaçu x Botafogo

Chamusca mostrou ter gostado da primeira etapa e voltou para o segundo tempo com o mesmo time e sem alterações táticas. A conversa no vestiário pareceu focar no mesmo tema da parada técnica, o jogo em profundidade atacando o espaço pelas laterais. Mas sem referências, os cruzamentos alvinegros não tinham direção e terminaram, em sua maioria, nos pés de um adversário. Para povoar a área e melhorar também a imposição física do ataque, Rafael Navarro foi a primeira opção de substituição do treinador. Com a saída de Romildo, Pedro Castro recuou para fazer a organização ao lado de Matheus Frizzo.

A primeira boa chance de gol no segundo tempo foi aos 19 minutos. Em rara oportunidade de contra-atacar, Marco Antônio arrancou, passou por dois marcadores e rolou para Ronald. Desequilibrado, o jogador não conseguiu posicionar bem o corpo e finalizou em cima do goleiro. Foi a última jogada do esforçado Marco Antônio que foi substituído junto de Matheus Nascimento para as entradas de Ênio e Marcinho. No primeiro toque na bola, Marcinho teve participação discreta no lance do belo gol de Pedro Castro. O camisa 39 escorou lançamento de Warley para o meia acertar um lindo chute encobrindo o goleiro. Quando recebe a bola de frente para o gol, Pedro Castro tem sido a alternativa mais perigosa do Botafogo com seus chutes de média e longa distância.

O gol que garantiria a classificação do Glorioso à final da Taça Rio fez o treinador reforçar o sistema defensivo e o fôlego da equipe. Jonathan e Rickson entraram nas vagas de Ronald e Pedro Castro. Um ponto positivo foi que o time conseguiu manter a intensidade na marcação durante todo o jogo. Principalmente quando, no minuto seguinte das alterações, Marcinho conseguiu ser expulso por dois cartões amarelos depois de apenas dez minutos em campo. Com um a mais, o limitado Nova Iguaçu cresceu no final do jogo e levou perigo ao gol de Douglas Borges com bolas cruzadas na área. No final de jogo, o 1 a 0 retratou a vitória de um time que mostrou evolução, mas ainda tem muito trabalho a ser feito para desenvolver seu jogo coletivo.

Análise Nova Iguaçu x Botafogo

Botafogo e Vasco agora vão se enfrentar na final da Taça Rio. O primeiro jogo será no Nilton Santos no próximo final de semana.

Fonte: Redação FogãoNET

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