Análise: em jogo de muitos erros, Botafogo não brilha, mas traz um ponto importante de Campinas

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Blog da Redação

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Análise Ponte Preta x Botafogo

Morno. Assim foi o Botafogo no empate em 0 a 0 com a Ponte Preta no Moisés Lucarelli. O time teve pouca inspiração para romper a defesa adversária e conseguir os três pontos. Com o ponto conquistado fora de casa, o Glorioso abriu dois para o Coritiba e ampliou a vantagem na liderança a três rodadas do final da Série B.

Depois da grande atuação e da comemoração ao final do jogo contra o Vasco, os jogadores alvinegros precisaram retomar o foco para enfrentar a Ponte em busca de uma vitória que selaria o acesso à primeira divisão. Enderson Moreira fez uma única alteração no time titular, forçada pela suspensão de Joel Carli. Gilvan foi o escolhido para formar a dupla de zaga com Kanu. No meio-campo, Luís Oyama, eleito o craque do jogo em São Januário, ganhou a posição ao lado de Pedro Castro. Barreto, titular em 25 jogos no campeonato, começou o jogo no banco de reservas.

Análise Ponte Preta x Botafogo

Mas se no clássico do último domingo o Botafogo encontrou o melhor encaixe para o jogo de transições rápidas que Enderson Moreira implantou desde sua chegada, em Campinas o time voltou a encontrar o cenário da maior parte dos duelos na Série B. Um adversário pouco exposto que procura bloquear e dificultar a troca de passes na entrada da área, ao mesmo tempo em que procura também explorar a velocidade e as transições diretas quando retoma a posse de bola. Sem o talento de Chay para desatar os nós na faixa central do campo, o jogo pelas beiradas é a saída para romper a defesa e chegar na área, especialmente por meio de cruzamentos. Foi dessa forma, e depois de uma falha da defesa, que Kanu teve a chance de abrir o placar, aos cinco minutos de jogo, mas parou no goleiro Ivan.

Muito marcado, Marco Antônio apareceu pouco no primeiro tempo. Pedro Castro e Oyama pouco avançaram no campo surgindo como elemento surpresa, deixando o meia como presa fácil para a marcação. Warley e Diego Gonçalves foram muito acionados, mas tiveram dificuldades para levar a melhor nos duelos com os marcadores. Sem nenhum destaque técnico na etapa inicial, foram a entrega e a organização defensiva que mantiveram o Botafogo competitivo no jogo. A Ponte também focou seu jogo em cruzamentos e foi ligeiramente mais perigosa porque levou vantagem nas disputas de bola pelo alto, especialmente com o centroavante Rodrigão. Nos 45 minutos iniciais, o time da casa ganhou 11 disputas aéreas contra seis do Glorioso.

O aproveitamento nos cruzamentos ajuda a explicar o 0 a 0 no intervalo do jogo. O Botafogo acertou um único, em 14 tentativas. Warley foi o pai do único cruzamento certo, embora tenha errado outros seis. O adversário também não ficou atrás e teve apenas dois acertos em 12 tentativas. Números muito baixos para um jogo em que ambas as equipes buscaram as beiradas dos campos e dependeram dos levantamentos na área para finalizar no gol. Outro número que chamou atenção no primeiro tempo foi a quantidade de perdas de posse de bola do Botafogo. O time terminou com 46% da posse e perdeu a bola 67 vezes, contra 50 do adversário.

Análise Ponte Preta x Botafogo

Sem substituições ou mudanças táticas, o segundo tempo começou da mesma forma que terminou o primeiro, com os dois times apresentando muita dificuldade em criar situações para finalizar a gol. Ainda que o empate fosse um resultado aceitável para ambas as equipes, ninguém jogou procurando segurar o 0 a 0. De lado a lado, o problema foi a falta de soluções ofensivas e um jogo muito dependente das individualidades, que estavam pouco inspiradas.

Aos 15 minutos, a paciência com os seguidos erros de Warley terminou e Ronald veio para o jogo. Foi dos pés do ponta que saiu a primeira finalização do Botafogo no segundo tempo, aos 22, depois de uma rara boa jogada de Diego Gonçalves. Na metade final da segunda etapa o ritmo da partida diminui bastante, sobretudo por parte do time da casa que pouco apareceu no campo de ataque. Nem sequer com os cruzamentos aleatórios para a área a Ponte Preta rondou a área alvinegra. No Botafogo, Barreto e Matheus Frizzo entraram para renovar o fôlego e reforçar o meio-campo, buscando um controle maior e melhor da posse.

Em um jogo de poucos destaques, um jogador que pouco aparece surgiu como um dos melhores em campo. Daniel Borges cumpriu muito bem seu papel defensivo, terminando o jogo com quatro desarmes, três cortes e uma interceptação. Na única escapada perigosa de contra-ataque do adversário no segundo tempo, em uma situação de dois contra um, o lateral foi fundamental para fazer o corte. Terminou ainda com 100% de aproveitamento nos lançamentos, com seis acertos.

Análise Ponte Preta x Botafogo

Mais uma vez, o Glorioso teve o mérito de pontuar mesmo sem jogar bem. O empate não foi um objetivo buscado desde o primeiro minuto, mas a consequência de uma noite de muita transpiração, boa organização defensiva e pouca inspiração no ataque. O time tentou a vitória, porém acabou esbarrando em muitos erros individuais.

Agora, o Botafogo vai reencontrar a torcida no Nilton Santos na segunda-feira (15), às 16h, no jogo que pode confirmar o acesso para a Série A. O adversário será o Operário, 11º colocado com 45 pontos, já sem muitas pretensões na competição.

Números do jogo: (Sofascore)

Posse de bola – BOT 47% x 53% PON
Passes certos – BOT 280 (80%) x 342 (83%) PON
Cruzamentos – BOT 2/27 (7%) x 6/23 (26%) PON
Bolas longas – BOT 30/56 (54%) X 36/73 (49%) PON
Dribles – BOT 8/14 (57%) x 8/21 (38%) PON
Finalizações – BOT 6 (1 no gol) x 10 (1) PON
Finalizações dentro da área – BOT 2 X 6 PON
Chances claras – BOT 1 x 0 PON
Disputas de bola vencidas – BOT 57 x 58 PON
Disputas aéreas vencidas – BOT 16 x 25 PON
Desarmes – BOT 22 X 20 PON
Cortes – BOT 17 x 30 PON
Interceptações – BOT 13 x 13 PON
Faltas – BOT 7 x 13 PON

Fonte: Redação FogãoNET

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