Análise: em jogo de muitos erros, Diego Loureiro é o destaque negativo do Botafogo na derrota para o CSA, mas outros ficam devendo

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Blog da Redação

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Análise Botafogo x CSA

Para esquecer! O Botafogo fez sua pior atuação sob o comando de Enderson Moreira e perdeu por 2 a 0 para o CSA em Maceió. A derrota ficou marcada pelo erro grosseiro de Diego Loureiro, no melhor momento da equipe no jogo. O resultado quebrou a sequência de cinco vitórias, a invencibilidade de sete e mantém o Glorioso na terceira posição, com 44 pontos, três à frente do primeiro time fora do G4, o Guarani.

Depois da derrota do Goiás e do empate do Coritiba nos jogos da 25ª rodada, o Botafogo entrou em campo mirando os primeiros lugares da tabela de classificação. Embora o acesso seja o objetivo principal e o título da Série B tenha pouca relevância esportiva para o clube, a conquista garante a classificação direta para a terceira fase da Copa do Brasil de 2022, cuja premiação em 2021 foi de R$1,7 milhão. Para buscar a sexta vitória consecutiva, as únicas mudanças no time titular foram provocadas por lesões. Pedro Castro teve uma lesão na panturrilha direita no início do jogo contra o Náutico. Luis Oyama, que entrou em seu lugar e marcou um gol no último domingo, foi a escolha natural para assumir a posição. Oyama e Barreto já formaram a dupla de volantes titular em duas oportunidades, contra Avaí e CRB no primeiro turno.

A outra substituição foi a saída de Marco Antônio. Com dores musculares, o jogador nem sequer viajou para Alagoas. Depois de um mês, Diego Gonçalves voltou a ser titular pelo lado esquerdo do ataque. Em 19 jogos (14 como titular), o camisa 11 marcou quatro gols (terceira melhor média de gols por minuto), distribuiu duas assistências e criou quatro chances de gol. O jogador ainda tem a melhor média de chutes certos por jogo do time (1,1), a segunda melhor média de dribles bem sucedidos (1,8) e sofreu dois pênaltis no campeonato.

Análise Botafogo x CSA

A partida começou com o Botafogo adotando uma postura de marcação média-alta. O time subiu e posicionou jogadores no campo de ataque, mas sem exercer uma pressão intensa buscando o desarme. O recuo para o goleiro ou um passe hesitante para trás na última linha de defesa do CSA foram os gatilhos para Chay e Navarro apertarem a marcação. A maior preocupação alvinegra foi a compactação para evitar brechas onde lançamentos poderiam entrar e ferir a defesa. Dessa forma, o time alagoano teve 68% da posse de bola nos primeiros 15 minutos, boa parte dessa posse com os zagueiros e laterais no campo de defesa. Iury foi a principal peça do ataque adversário, jogando em cima de Daniel Borges.

No Glorioso, a principal dificuldade foi estabelecer um contra-ataque eficaz, especialmente pelas atuações discretas de Warley e Diego Gonçalves. Oyama e Chay procuraram puxar contragolpes, mas tiveram problemas para encarar a marcação fechada na faixa central do campo. Para escapar da forte marcação, Chay recuou bastante para buscar a bola e Navarro acabou isolado no ataque, sem a costumeira participação no jogo. Ainda assim, foi dos pés do atacante que surgiu a jogada da primeira finalização do Botafogo na primeira etapa. Aos 42 minutos, Navarro caiu pelo lado direito e cruzou na medida para Diego Gonçalves cabecear e obrigar o goleiro a trabalhar. Foi a melhor chance de gol do jogo.

O Botafogo terminou o primeiro tempo com 39% da posse de bola, somente duas finalizações, um aproveitamento ruim de 71% nos passes e, mesmo jogando na fase defensiva na maior parte do tempo, menos desarmes (5 x 9) e interceptações (2 x 4) que o adversário. Os números ilustram a primeira etapa de um jogo espaçado e pouco coletivo da equipe, além da intensidade baixa do sistema defensivo.

Análise Botafogo x CSA

Enderson tentou corrigir esses problemas no intervalo sem mexer na equipe. E logo de cara pareceu ter sucesso. Com 30 segundos do segundo tempo, Daniel Borges antecipou bem na marcação, Warley conseguiu ótima tabela com Navarro, foi à linha de fundo e cruzou para trás. Chay, de frente para o gol, teve a chance de escolher o lado, mas bateu fraco para a defesa do goleiro. O lance animou a equipe que foi para cima em busca da vitória e fazia um bom início de segunda etapa.

Fazia. Pois aos nove minutos Diego Loureiro complicou o jogo. O goleiro recebeu a bola de Kanu e tinha duas opções abertas para o passe. Barreto, de costas para a marcação, não era a melhor escolha. Gilvan, aberto na esquerda, estava livre para receber o passe e dar sequência na rotação da saída. Diego teve dúvida, hesitou na hora de dar o passe e acabou executando um movimento totalmente equivocado. A bola parou em Marco Túlio e o jogador do CSA tentou encobrir o goleiro. Para completar a lambança, Diego Loureiro chegou na bola, mas tentou segurar em vez de dar um tapa por cima do travessão. Correndo contra a meta, sem muita noção de onde estava, não conseguiu boa impulsão e acabou empurrando a bola para dentro do gol.

Logo na sequência, o Botafogo ainda teve uma boa chegada com Warley, mas depois o time mostrou que sentiu o gol e não conseguiu manter o ritmo. Aos 22, Enderson mexeu para colocar o time no ataque. Carlinhos, muito apagado, deu lugar a Jonathan Silva. Barreto saiu para a entrada de Ricardinho e Luiz Henrique substituiu Warley. No minuto seguinte, jogada pelo lado esquerdo da defesa alvinegra, Chay não conseguiu antecipar, Ricardinho não teve força para acompanhar o adversário e Gilvan fechou mal a área. Iury, de primeira, completou o cruzamento para o fundo da rede.

Daí em diante, não teve mais nada a destacar coletivamente no time. O Botafogo melhorou o aproveitamento nos passes na segunda etapa, mas seguiu errando muito. Tirando os primeiros dez minutos do segundo tempo, o time foi apático e desconectado . Mesmo as principais referências técnicas da equipe, como Chay e Oyama, cometeram muitos erros. No entanto, ainda que todo o time tenha sucumbido, foram os erros absurdos do goleiro que abriram o caminho para a derrota e mataram a tentativa de recuperação do time. A atuação só aumenta a expectativa pela volta de Gatito ao gol.

Análise Botafogo x CSA

Já no próximo domingo o Botafogo volta a campo para enfrentar o Sampaio Corrêa no Nilton Santos, às 18h15. O time maranhense é o sétimo colocado no campeonato, não vence há quatro partidas e ganhou somente um jogo nas últimas oito rodadas.

Números do jogo: (Sofascore)

Posse de bola – BOT 54% x 46% CSA
Passes certos – BOT 303 (78%) x 247 (76%) CSA
Cruzamentos – BOT 5/18 (28%) x 1/16 (6%) CSA
Bolas longas – BOT 24/53 (45%) X 24/56 (43%) CSA
Dribles – BOT 3/6 (50%) x 8/11 (73%) CSA
Finalizações – BOT 9 (3 no gol) x 12 (3) CSA
Finalizações dentro da área – BOT 7 X 9 CSA
Chances claras – BOT 0 x 1 CSA
Disputas de bola vencidas – BOT 58 x 56 CSA
Desarmes – BOT 10 X 16 CSA
Cortes – BOT 19 x 7 CSA
Interceptações – BOT 9 x 10 CSA
Faltas – BOT 16 x 23 CSA

Fonte: Redação FogãoNET

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