Análise: Kevin joga a favor, Botafogo melhora no segundo tempo e garante vitória sobre a Ponte Preta, a quarta seguida sem levar gol

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Blog da Redação

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Análise Botafogo x Ponte Preta

São 360 minutos sem ser vazada. Essa é a defesa alvinegra sob o comando de Enderson Moreira. Neste domingo, o Botafogo recebeu a Ponte Preta e venceu por 2 a 0. Kevin, contra, e Rafael Moura marcaram os gols da partida. A quarta vitória consecutiva fez o Glorioso encostar no G4, a apenas dois pontos do Goiás.

Depois de emendar três vitórias seguidas no espaço de oito dias, Enderson Moreira teve, enfim, a tão sonhada semana cheia para treinos. A solidez no sistema defensivo foi o grande trunfo do treinador no começo de trabalho. Enderson pegou um time com a pior média de desarmes do campeonato – inferior a 12 por jogo antes de sua chegada – e elevou esse número para 17,6 nos últimos três jogos. O Botafogo deixou de ser uma equipe passiva, frouxa, que dava muita liberdade para os adversários jogarem e passou a marcar de forma coordenada desde o campo de ataque. Nos jogos contra CSA e Vasco, Marco Antônio personalizou essa transformação e conseguiu seis roubadas de bola em cada.

Outro fator crucial para a mudança é o nível de concentração do time. Nos três jogos sob o comando de Enderson, o Botafogo teve menos posse de bola que o adversário. Nos três, saiu na frente no placar, conseguiu manter o foco para evitar erros defensivos, cedeu poucas chances de gol e garantiu as vitórias. E, se o ditado diz que em time que está ganhando não se mexe, o treinador não promoveu qualquer mudança entre os titulares, mesmo tendo Luís Oyama disponível para aumentar a qualidade do passe no meio-campo.

Análise Botafogo x Ponte Preta

Contra a Ponte Preta, novamente o Glorioso teve dificuldades de criação. O time tem uma estratégia clara: mantém sempre um jogador bem aberto no lado contrário ao da bola como opção para lançamentos. Quando o passe longo entra, pega o jogador alvinegro em velocidade, no um contra um para cima da defesa. Quando o acerto nos passes longos fica aquém do esperado, o time tem problemas para criar a partir de toques curtos e movimentação, sempre dependente de Chay encontrar uma bola diferente. Sem encontrar espaços para jogar em transição, os erros de passe e nas decisões se tornaram frequentes, sobretudo com Guilherme do lado esquerdo.

Mas o futebol é cheio de variáveis difíceis de serem analisadas e, volta e meia, o errado dá certo. Quis o destino que justamente de um lançamento forçado o Botafogo chegasse ao gol. E justamente Kevin, lateral marcado por erros cruciais na campanha do rebaixamento alvinegro em 2020, cometeu dessa vez uma falha a favor. Daniel Borges com a bola dominada tentou conectar o ponta do lado oposto, Diego Gonçalves, nas costas da defesa. O passe foi mais para Kevin que Diego, mas o lateral acabou desviando na direção do próprio gol e pegou o goleiro fora de posição. Pelo quarto jogo consecutivo, o Glorioso marcou no primeiro tempo e saiu na frente.

Análise Botafogo x Ponte Preta

Apesar da vitória parcial e da compreensível vontade do treinador em valorizar os jogadores que o ajudaram a conquistar todos os pontos até aqui, o pouco futebol que a dupla Barreto e Pedro Castro entregaram nos 45 minutos iniciais faz da condição de reserva de Luís Oyama inexplicável. O meio-campo alvinegro precisa de um jogador com as características do volante, como a qualidade no passe longo, a capacidade de girar sobre a marcação para fugir da pressão e a intensidade na marcação. Qualidades essas que parecem encaixar muito bem com o estilo de jogo praticado pelo time.

Contudo, mesmo sem a entrada do camisa cinco, o papo e os ajustes no intervalo melhoraram a equipe. Além de jogar mais próximo e aumentar o índice de aproveitamento nos passes, o Botafogo finalizou mais. Se no primeiro tempo levou 19 minutos para chutar a gol, na segunda etapa, logo aos dois minutos, Rafael Navarro perdeu a chance de ampliar a vantagem. O atacante teve outra atuação de muito suor, comprometimento tático, mas pouca inspiração. A melhoria também passou pela função de Pedro Castro em campo. O meia avançou pouco ao ataque no primeiro tempo, guardando posição ao lado de Barreto. Depois do intervalo, se fez mais presente no campo ofensivo, dando opção de tabela, potencializando o jogo dos pontas e aliviando a marcação sobre Chay.

Análise Botafogo x Ponte Preta

O segundo tempo com mais controle do jogo foi vital para o Botafogo mais uma vez sofrer pouco na defesa e alcançar outra vitória. A pressão no campo ofensivo funcionou melhor que no primeiro tempo e sufocou a saída de bola da Ponte. O futebol praticado na segunda etapa mostra que, além das vitórias – obviamente, o mais importante -, o desempenho pode ser ainda melhor e mais consistente nesse ataque do Glorioso ao G4. O primeiro passo já foi dado e o time se tornou competitivo e difícil de ser batido. As substituições feitas já no final do jogo foram responsáveis pelo segundo gol alvinegro. Warley cruzou e Rafael Moura fez o seu primeiro gol pelo clube.

Análise Botafogo x Ponte Preta

O Botafogo agora viaja para o Paraná, onde na próxima quinta-feira (12), às 21:30h, vai enfrentar o Operário pela 17ª rodada da Série B.

Números do jogo: (Sofascore)

Posse de bola – BOT 43% x 57% PON
Passes certos – BOT 288 (78%) x 413 (82%) PON
Cruzamentos – BOT 3/17 (18%) x 3/19 (16%) PON
Bolas longas – BOT 18/52 (35%) X 38/68 (56%) PON
Dribles – BOT 11/14 (79%) x 10/17 (59%) PON
Finalizações – BOT 12 (2 no gol) x 10 (2) PON
Finalizações dentro da área – BOT 6 X 4 PON
Chances claras – BOT 3 x 1 PON
Duelos ganhos – BOT 55 x 51 PON
Desarmes – BOT 10 X 14 PON
Cortes – BOT 17 x 13 PON
Interceptações – BOT 12 x 5 PON
Faltas – BOT 15 x 20 PON

Fonte: Redação FogãoNET

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