Usamos cookies para anúncios e para melhorar sua experiência. Ao continuar no site você concorda com a Política de Privacidade.

Jogos

Série B

13/06/21 às 16:00 - Raulino de Oliveira

Escudo Botafogo
BOT

X

Escudo Remo
REM

Série B

05/06/21 às 21:00 - Nilton Santos

Escudo Botafogo
BOT

2

X

0

Escudo Coritiba
CTB

Série B

28/05/21 às 21:30 - OBA

Escudo Vila Nova
VLN

1

X

1

Escudo Botafogo
BOT

Análise: organizado, intenso e objetivo, Botafogo faz sua melhor exibição, apesar da frustração nos pênaltis

61 comentários

Blog da Redação

Blog da Redação

Compartilhe

Análise: organizado, intenso e objetivo, Botafogo faz sua melhor exibição, apesar da frustração nos pênaltis

Em São Januário, o Botafogo venceu o Vasco por 1 a 0 na segunda partida da final da Taça Rio. O zagueiro Gilvan marcou o gol da vitória. Na disputa de pênaltis, Pedro Castro, Felipe Ferreira e Matheus Frizzo desperdiçaram as cobranças e o time da casa levou a melhor por 3 a 0. O desempenho pífio no desempate não apagou a boa atuação do time alvinegro durante os 90 minutos. A boa exibição coletiva mostrou que mesmo com elenco limitado, a equipe poderia e deveria estar jogando um futebol melhor.

Sem vencer um clássico há mais de oito meses, o Botafogo foi a São Januário com a necessidade da vitória para conquistar a Taça Rio e garantir alguma sobrevida ao trabalho de Marcelo Chamusca. O treinador sacou o jovem zagueiro Sousa, responsável pelo erro que decidiu o jogo de ida, e entrou com Gilvan formando a dupla de zaga com Kanu. Jonathan ficou fora pelo terceiro jogo consecutivo e Warley seguiu como titular na lateral direita. O trio ofensivo foi mantido com Ronald, Marco Antônio e Rafael Navarro.

No meio-campo, Matheus Frizzo perdeu a vaga depois de uma sequência de atuações apagadas. Ricardinho foi o escolhido para atuar ao lado de Romildo na organização de jogadas do Alvinegro. Frizzo vinha mostrando sérias dificuldades em entregar intensidade com e sem a bola. Lento com a bola nos pés e frouxo na marcação, o volante que nas primeiras partidas surgiu como possível referência técnica no meio-campo, acabou perdendo a vaga de titular. A entrada do veterano Ricardinho foi uma aposta na capacidade de passe do meia para ajudar a problemática saída de bola alvinegra.

Análise Vasco x Botafogo

Chamusca justificou a entrada de Gilvan como forma de explorar o jogo aéreo, principal fragilidade da defesa vascaína. No primeiro jogo da final, o Botafogo não foi capaz de forçar cruzamentos na área. Na semifinal, o Madureira esteve perto de eliminar o Vasco depois de marcar dois gols em cruzamentos. Em São Januário, o Glorioso precisou de apenas alguns minutos para criar uma ótima chance de gol em escanteio batido por Ricardinho na cabeça de Pedro Castro. Ronald mais uma vez mostrou ser a melhor opção do elenco para atuar no lado direito do ataque. Veloz e incisivo, por vezes o ponta peca pelo excesso de individualismo, mas é o jogador que melhor ataca a linha de fundo e a área do adversário.

O início do jogo mostrou um time próximo do que o torcedor espera do Botafogo: organizado, intenso e objetivo. O time controlou o ritmo da partida e foi melhor que o Vasco na primeira etapa. A marcação alta pressionou de forma bem coordenada e complicou a saída de bola do time da casa. O meio-campo vascaíno também não teve espaço para pensar e construir o jogo. Assim, o Alvinegro retomou a posse de bola rapidamente e criou boas jogadas ofensivas.

A organização do ataque foi outro ponto positivo da equipe. Ronald e Marco Antônio se movimentaram muito para não deixar Navarro isolado na frente. Pedro Castro também buscou o jogo, se esforçou e apareceu bastante pelas laterais. Ricardinho, apesar de alguns erros técnicos, procurou chegar ao ataque para dar opção. O posicionamento e a movimentação permitiram ao centroavante fazer um jogo mais curto e apoiado, diferentemente das últimas partidas, quando Navarro ou Matheus Nascimento foram pouco acionados e apenas brigaram com a defesa adversária.

Análise Vasco x Botafogo

Mesmo com uma queda do ritmo e da intensidade depois da primeira meia hora de jogo, o Botafogo fez um bom primeiro tempo em que teve as melhores chances de gol e poderia ter saído com o resultado a favor. A exibição sólida foi boa notícia para Chamusca não precisar mexer no time já no intervalo, uma vez que a falta de critério nas escolhas do treinador é uma das maiores críticas da torcida alvinegra.

O segundo tempo começou com uma postura diferente do Vasco, mais compacto na defesa e vertical no ataque. A defesa vascaína conseguiu encaixar e bloquear a troca de passes do ataque alvinegro. Fisicamente, o Botafogo pareceu incapaz de manter a mesma pegada do início do jogo. Ricardinho foi o primeiro a ser substituído após perder algumas bolas no meio-campo. Felipe Ferreira entrou para jogar centralizado e Pedro Castro recuou. O jogo muito físico e faltoso praticado pelo Vasco também deixou marcas. Paulo Victor saiu machucado para a entrada de Rafael Carioca.

E o caminho óbvio que o Botafogo deveria explorar apareceu. Bola levantada na área que Gilvan dividiu com o goleiro e aproveitou o rebote para abrir o placar. O gol saiu quando o time tinha dificuldade em se encontrar em campo e motivou o Vasco a se expor mais. Com isso, cedeu espaços na defesa que o ataque alvinegro não soube explorar para chegar ao segundo gol. Ainda assim, o Glorioso esteve mais perto do gol e Felipe Ferreira desperdiçou a grande chance de garantir o título no tempo normal. As substituições do Chamusca renovaram o fôlego da equipe e não desorganizaram o sistema tático.

Análise Vasco x Botafogo

A vitória por 1 a 0 levou o jogo para os pênaltis e garantiu alguma emoção no final de um campeonato pouco atrativo para o torcedor botafoguense. No entanto, os jogadores do Botafogo pareceram pouco confiantes e perderam todas as três cobranças de pênalti que tiveram.

O grande desafio do Glorioso em 2021 vai começar na próxima sexta-feira (28). O primeiro passo da luta pelo acesso à Série A será em Goiânia, contra o Vila Nova.

Fonte: Redação FogãoNET

Notícias relacionadas
Comentários