Análise: Oyama tem que ser titular; atuação do volante e gol de ídolo dão ao Botafogo vitória sobre Brasil de Pelotas

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Blog da Redação

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Análise Botafogo x Brasil-RS

No Nilton Santos, o Botafogo voltou ao caminho das vitórias. O time recebeu o Brasil de Pelotas e venceu por 1 a 0. O ídolo Joel Carli foi o autor do gol que garantiu mais três pontos para o Glorioso. Melhor mandante da Série B, com sete vitórias em nove jogos em casa, o Alvinegro voltou a ficar a dois pontos do G4, na oitava posição com 28 pontos.

A derrota para o Operário expôs Enderson Moreira às primeiras críticas quanto a sua leitura de jogo e substituições equivocadas. Nada melhor que enfrentar em casa o lanterna do campeonato para retomar o caminho das vitórias. E ainda mais contando com o retorno de Chay, artilheiro e jogador alvinegro com o maior número de participações diretas em gols.

A partida contra o Brasil foi a que o treinador mais mexeu na equipe. Além da volta de Chay, Carli entrou no lugar de Gilvan na zaga. Guilherme sentiu uma tendinite e deu lugar a Hugo na lateral-esquerda. Jonathan, recém-contratado para ser titular na posição, foi relacionado pela primeira vez e começou o jogo entre os reservas. No meio-campo, Luís Oyama ganhou a vaga de Barreto, suspenso pelo terceiro cartão amarelo.

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O Botafogo começou o jogo ciente da responsabilidade de que uma vitória seria o único resultado tolerável. E tentou desde o princípio controlar o jogo com a posse, construído a partir da defesa, com Oyama fazendo o papel de ligação com o ataque e encontrando muito espaço na transição entre as linhas da marcação gaúcha. Novamente, é digna de destaque a habilidade do volante de fugir da pressão, girar sobre a marcação e abrir opções de jogo para o time. Ainda assim, o time teve muita dificuldade em se estabelecer no campo ofensivo e criar chances de gol. Sobretudo, porque não conseguiu ser efetivo pelas laterais do campo como Enderson fez a equipe ser. A força da subida de Guilherme fez falta na esquerda, uma vez que Hugo não consegue se apresentar como uma opção de ataque útil. Tampouco Daniel Borges foi capaz de exibir algo diferente além de seu papel burocrático na saída de bola.

Defensivamente, o Botafogo também sofreu. Foi surpreendido por um Brasil muito intenso, com a marcação alta e com escapadas rápidas pelas pontas. Diferentemente do que vinha apresentando nos jogos como mandante, o sistema defensivo alvinegro não conseguiu exercer uma pressão forte sobre o adversário ainda no campo de ataque. Essa postura deu espaço para o Xavante jogar em velocidade pelas laterais, mesmo estilo de jogo que feriu a defesa alvinegra contra o Operário. Faltou qualidade para os gaúchos conseguirem levar um risco maior ao gol defendido por Diego Loureiro.

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Em um primeiro tempo de poucas oportunidades de ambos os lados, o Botafogo teve o mérito de aproveitar a melhor chance que teve. Esse é outro ponto de destaque no time de Enderson. Desde que assumiu no jogo contra o Confiança, o Glorioso teve 14 grandes chances de gol e aproveitou sete delas. Com Chamusca, a equipe registrou 23 chances claras e transformou apenas nove em gol.

Na sequência de uma cobrança de escanteio que a defesa do Brasil cortou, Oyama encontrou grande passe para Pedro Castro na entrada da área. O meia recebeu, girou e percebeu a ótima movimentação de Rafael Navarro atacando a área. O centroavante encontrou o capitão Joel Carli no meio da área que tocou para o gol vazio e abriu o placar. O ídolo, que voltou como figura simbólica para o elenco, em uma renegociação de dívidas antigas, guardou o seu na reestreia como titular. Destaque também para Navarro, que fez outro jogo sem brilho do ponto de vista técnico, mas entrega muito no aspecto tático. Foi o sexto passe para gol do centroavante alvinegro na competição.

Análise Botafogo x Brasil-RS

O gol confirmou outra tendência do time sob o comando de Enderson: a vantagem no placar ainda no primeiro tempo. Nos últimos seis jogos, apenas contra o Operário a equipe não marcou um gol na primeira etapa. Por isso, não é coincidência que o Botafogo venha jogando melhor nos 45 minutos finais dos jogos. Com a vantagem no marcador, a responsabilidade de buscar o resultado é jogada para o outro lado e os jogadores alvinegros parecem mais descontraídos para arriscar. Na partida com o Brasil não foi diferente e depois do intervalo o time voltou pressionando o adversário na frente e se impondo em campo.

O Brasil de Pelotas também não conseguiu repetir a atuação intensa do primeiro tempo porque fez um jogo muito baseado no físico. Quando faltou perna, teve pouco futebol para apresentar. E o Botafogo pareceu bem mais inteiro para jogar o segundo tempo. Tanto que Enderson guardou a maior parte das substituições para os minutos finais. A única mudança na equipe, foi a entrada de Warley no lugar de Marco Antônio, que esteve abaixo de suas últimas atuações e pouco participou do jogo com ou sem a bola.

Para garantir um resultado mais confortável e que retratasse o controle do jogo na segunda etapa, faltou capricho na definição de algumas jogadas que poderiam resultar em gol. Mesmo com 63% da posse de bola na metade final do jogo, o Brasil não criou qualquer jogada para buscar o empate. A atuação da arbitragem, mais uma vez, teve papel contrário ao Botafogo no desenrolar do jogo. O ponto positivo é que mesmo com os erros de arbitragem os jogadores alvinegros não perderam o foco no jogo e garantiram o empenho e concentração necessários para conquistar a vitória.

Análise Botafogo x Brasil-RS

O grande destaque do jogo é que o Botafogo de Chay pode ser o Botafogo de Chay e Oyama. O volante não pode voltar para o banco. Sua presença em campo é fundamental para que as responsabilidades sejam mais divididas no time. O campeonato é longo e a equipe vai voltar a jogar desfalcado de sua principal referência, por isso, outras referências técnicas são importantes.

Na próxima quarta-feira (18), às 19h, o Botafogo vai ter um desafio decisivo contra o Guarani em Campinas. Com uma campanha de uma única vitória, três empates e cinco derrotas como visitante, o Alvinegro precisa melhorar o aproveitamento fora de casa para alcançar o G4 e conseguir uma trajetória mais consistente na Série B.

Números do jogo: (Sofascore)

Posse de bola – BOT 46% x 54% BRA
Passes certos – BOT 237 (73%) x 327 (82%) BRA
Cruzamentos – BOT 6/29 (21%) x 3/17 (18%) BRA
Bolas longas – BOT 24/52 (46%) X 35/63 (56%) BRA
Dribles – BOT 13/17 (76%) x 8/15 (53%) BRA
Finalizações – BOT 11 (5 no gol) x 8 (1) BRA
Finalizações dentro da área – BOT 7 X 6 BRA
Chances claras – BOT 1 x 0 BRA
Duelos ganhos – BOT 58 x 54 BRA
Desarmes – BOT 10 X 15 BRA
Cortes – BOT 10 x 29 BRA
Interceptações – BOT 6 x 11 BRA
Faltas – BOT 16 x 16 BRA

Fonte: Redação FogãoNET

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