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Análise: perdido em mudanças sem sentido, Chamusca não faz Botafogo jogar bem contra Nova Iguaçu

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Blog da Redação

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Análise Botafogo x Nova Iguaçu

Sem brilho, sem intensidade, sem inspiração. Assim foi o Botafogo no empate em 0 a 0 com o Nova Iguaçu em jogo válido pela semifinal da Taça Rio. O ataque alvinegro pouco produziu e a melhor chance de gol foi do time da Baixada. A atuação preocupante a menos de um mês da estreia na Série B expôs fragilidades crônicas da equipe na articulação de jogadas ofensivas.

Após as eliminações precoces na Copa do Brasil e no Campeonato Carioca, Marcelo Chamusca deu sequência ao time titular em busca de entrosamento e melhor adequação tática para a disputa da Série B. A única alteração entre os titulares que venceram o Macaé no último domingo foi a volta de Matheus Frizzo na vaga do lesionado Ricardinho. No Cariocão, Frizzo é o jogador com melhor aproveitamento no passe entre os meio-campistas alvinegros, com 96% de acerto. O meia errou apenas 16 dos 388 que tentou em oito jogos da Taça Guanabara.

Fundamental na saída de bola, o volante ainda busca a dinâmica ideal para que sua qualidade no passe seja efetiva também no campo de ataque. De todos os passes certos, somente quatro resultaram diretamente em uma finalização e Frizzo tem uma única assistência no campeonato. Ocupar o ataque de forma mais propositiva, com clareza nas funções exercidas por cada jogador, é o principal desafio de Chamusca para tornar o Botafogo coletivamente mais forte e capaz de potencializar as individualidades. Sobretudo, para desmontar defesas fechadas e vencer adversários que atuem de forma reativa.

Análise Botafogo x Nova Iguaçu

Contra o Nova Iguaçu, Pedro Castro foi escalado mais uma vez partindo de uma posição às costas do atacante. No entanto, diferentemente de sua atuação no primeiro tempo do jogo contra o Macaé, o camisa 33 se preocupou menos em pisar na área e mais em flutuar entre as linhas de marcação e buscar um jogo associativo com a dupla de volantes, procurando também trocas de posição com Frizzo. Quando foi exigido na construção de jogadas, Castro errou muitos passes verticais e mostrou que é um bom volante organizador e não um armador. A função de se aproximar de Matheus Nascimento e povoar a área adversária coube aos pontas, em especial a Marco Antônio que tem a característica de se movimentar sem a bola de forma mais incisiva em direção ao gol. Felipe Ferreira tem o hábito de buscar posições centrais na entrada da área para participar da armação de jogadas.

Depois dos primeiros 15 minutos, o treinador alvinegro observou a marcação do Nova Iguaçu com as linhas excessivamente baixas e mudou o posicionamento do ataque. Liberou a subida dos laterais para dar amplitude e abrir a defesa adversária, trazendo os pontas para jogar por dentro e adiantou Frizzo para apoiar Paulo Victor pelo lado esquerdo. O que se viu foi um cenário semelhante ao de jogos anteriores com o Botafogo sem opções de ataque pelo corredor direito e, consequentemente, previsível e encaixotado na esquerda.

Sem a bola, o time voltou a sofrer com a falta de coordenação na hora de executar a pressão na marcação. A partir dos 30 minutos da primeira etapa, o Nova Iguaçu buscou jogar mais com a bola no pé e encontrou espaços para trocar passes no campo de ataque. Apesar das limitações técnicas, Rickson é o jogador de meio-campo que melhor consegue pressionar e recuperar a bola e lidera a estatística de desarmes no setor, com a média baixa de 1.3 por jogo. Tanto na defesa quanto no ataque, faltam aos jogadores alvinegros automatismos para saber o que fazer antes mesmo de ter que pensar. Não há gatilhos para pressionar a marcação em conjunto, não há padrão de movimentações que facilitem a conexão de passes decisivos. É preciso tempo de treinamento e entrosamento, mas é preciso também mostrar evolução jogo a jogo.

Análise Botafogo x Nova Iguaçu

Para o segundo tempo, Chamusca voltou com Marcinho no lugar de Rickson. A troca não corrigiu a ausência de um jogador que buscasse a linha de fundo na direita. Pelo contrário, causou o efeito colateral de inibir as subidas de PV na esquerda pela falta de jogo apoiado. O adversário cresceu no jogo, obrigou Douglas Borges a fazer grande defesa e mostrou uma estratégia bem mais definida que a do Botafogo.

A insistência com a entrada de Marcinho como primeira opção para mudar os jogos revela a falta de convicção do treinador em algumas escolhas. O jogador entrou atuando por dentro, alternando eventualmente com Felipe Ferreira pela direita, foi para esquerda após a saída de Marco Antônio e voltou para a faixa central com a entrada de Ênio. O único trunfo do camisa 39 parece ser a versatilidade, mas o excesso de mudanças de posicionamento e função dificulta o entendimento e a justificativa para a sua escalação.

Na reta final da partida, o Nova Iguaçu mostrou satisfação com o empate e voltou a se compactar para defender o gol. Sem conseguir provocar desequilíbrios na defesa adversária, o Botafogo ficou refém de jogadas individuais forçadas, quase sempre, mal sucedidas. No ataque, Matheus Nascimento não recebeu bolas em boas condições para finalização e, quando saiu da área para buscar o jogo, acabou mostrando afobação em alguns lances. O resultado de empate sem gols foi o retrato fiel de um jogo sem qualquer inspiração ofensiva.

Análise Botafogo x Nova Iguaçu

Botafogo e Nova Iguaçu voltam a se encontrar no próximo domingo (9) para decidir a vaga para a final da Taça Rio. O time da Baixada Fluminense tem a vantagem de jogar pelo empate.

Fonte: Redação FogãoNET

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