Análise: sem fôlego, Botafogo não repete boas atuações e só empata com Bangu

7 comentários

Blog da Redação

Blog da Redação

Compartilhe

Análise Botafogo x Bangu

Sem a mesma intensidade após disputar três jogos em sete dias, o Botafogo empatou sem gols com o Bangu no Nilton Santos. O Glorioso controlou a posse de bola, mas criou pouco e não finalizou em direção ao gol do adversário. Depois de quatro jogos, a equipe segue invicta e ainda não sofreu gols na temporada.

Satisfeito com o desempenho da equipe nos últimos dois jogos, Marcelo Chamusca promoveu poucas mudanças no time titular. Zé Welison ganhou a vaga de Luiz Otávio no meio-campo. A entrada do camisa 50 aumentou o poder de marcação no setor, mas não representou uma melhoria na qualidade de passe, sobretudo para a saída de bola alvinegra. A outra substituição ocorreu em decorrência da lesão de Ronald na última partida. O menino Ênio entrou para ocupar o lado esquerdo do ataque e Warley foi deslocado para a direita.

Análise Botafogo x Bangu

Com a estrutura do time mantida, o Botafogo buscou repetir o futebol apresentado na última semana. Velocidade na troca de passes, movimentação incessante para gerar linhas de passe e marcação alta com desarmes no campo de ataque foram características novamente identificáveis no início do jogo. O Bangu, no entanto, mostrou-se um time melhor que Resende e Moto Club. Bem treinado, o Alvirrubro recuou as linhas de marcação para reduzir os espaços, o que dificultou a criação de jogadas ofensivas do Glorioso. Em todo o primeiro tempo, o Botafogo teve apenas duas chances de gol, uma com Ênio em jogada individual, outra com Benevenuto em jogada aérea.

Nesse cenário de pouco espaço, algumas deficiências coletivas e individuais apareceram no Alvinegro. Os laterais de perfil defensivo apareceram pouco no campo de ataque. Sem apoio, os pontas Warley e Ênio tiveram atuações apagadas, presos a uma marcação muitas vezes dobrada. A presença de Zé Welison mexeu ainda no posicionamento de Pedro Castro, que vinha sendo o principal elo entre meio-campo e ataque. O meia precisou recuar para buscar o jogo e auxiliar os zagueiros na saída de bola, movimentação que enfraquece a ocupação do campo de ataque.

Análise Botafogo x Bangu

Durante pouco mais de 10 minutos, o Bangu foi melhor e controlou as ações do jogo. As ultrapassagens fortes dos laterais adversários expuseram fragilidades na recomposição dos pontas alvinegros. Foi a entrada de Matheus Frizzo, forçada pela lesão de Pedro Castro, que mudou o panorama da partida e devolveu o controle do meio-campo para o Botafogo. Frizzo jogou mais próximo de Marcinho e distribuiu bons passes com a bola rolando e em lances de bolas paradas.

No segundo tempo, Chamusca liberou Jonathan para atacar a linha de fundo e posicionou Marcinho mais próximo de Babi. O Botafogo dominou a posse de bola e aumentou o número de finalizações, mas não conseguiu ser intenso para pressionar. Davi Araújo e Matheus Nascimento entraram no lugar de Warley e Ênio que não fizeram um bom jogo. Marcinho caiu para direita, sua posição de origem, após a entrada do jovem camisa nove, mas já mostrando sinais de cansaço foi substituído por Rickson.

Análise Botafogo x Bangu

O cansaço após dois jogos de muita entrega e alta intensidade, além de uma viagem para o Maranhão, ajuda a explicar a atuação abaixo das expectativas. A oscilação no rendimento do Glorioso é normal para um time em processo de formação e ainda débil em questões físicas, táticas e técnicas. O treinador sabe bem o que vai encontrar na disputa da Série B e vai precisar trabalhar para encontrar alternativas táticas para enfrentar adversários fechados jogando pelo contra-ataque.

O Botafogo agora tem a semana livre para treinar. No próximo sábado (20), vai disputar o primeiro clássico da temporada contra o Vasco em São Januário.

Números do jogo:

Posse de bola – BOT 59% x 41% BAN
Passes certos – BOT 482 (93% acerto) x 237 (89%) BAN
Finalizações – BOT 8 (0 no gol) x 5 (1) BAN
Desarmes – BOT 6 X 16 BAN
Cruzamentos – BOT 2/31 (6%) x 1/16 (6%) BAN
Bolas longas – BOT 13/30 (43%) X 16/39 (41%) BAN

Fonte: Redação FogãoNET

Notícias relacionadas